A rapper paranaense Janvi saiu de Foz do Iguaçu rumo a São Paulo em 2022. A primeira tentativa, porém, durou sete meses: depois de morar em Heliópolis, ela sentiu que ainda não tinha a estrutura necessária para avançar no rap e voltou à cidade natal. Tempos depois, retornou à capital paulista. Desta vez, conseguiu se estabelecer — ainda que o preço da aposta tenha sido alto.
“Fiquei dois anos sem geladeira em casa”, conta.
Após lançar o álbum de estreia, Vemser, Janvi apresenta agora seu segundo trabalho: o EP Num Riste. A trajetória, diz ela, é atravessada por esforço e persistência. “A minha vida sempre foi uma luta. Venho de uma periferia onde minha mãe dava aula em escola pública”, conta.
Janvi começou a se aproximar do hip hop ainda adolescente, em Foz do Iguaçu. “Os movimentos eram bem marginalizados, mas eu participava de batalha de rima”, recorda. Entre o skate e a escrita, passou a transformar poemas em versos de rap.
“Eu compartilhava as letras com meus amigos, mas não me via como artista. Não imaginava que um dia poderia viver disso”, diz. A decisão de se assumir rapper veio apenas depois da mudança para São Paulo. “Ainda estou tentando fazer dar certo”, reconhece.








