A chegada da empresa aeroespacial SpaceX à Bolsa de Valores alçou seu CEO, Elon Musk, à posição de homem mais rico da história recente. O marco considera o período iniciado no fim do século 19, com a consolidação da economia de mercado, época a partir da qual economistas conseguem traçar comparações financeiras padronizadas.
Logo após a oferta inicial de ações da SpaceX (IPO, na sigla em inglês), o patrimônio de Musk ultrapassou o patamar de US$ 1,2 trilhão (R$ 6,2 trilhões), fazendo dele o primeiro trilionário do mundo. A fortuna do fundador da SpaceX equivale a cerca de 3,1% do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA, superando figuras históricas como o magnata do petróleo John D. Rockefeller e o industrial Andrew Carnegie, que vendeu sua siderúrgica ao banco J.P. Morgan por US$ 480 milhões (R$ 2,5 trilhões) —valor que hoje corrigido equivaleria a US$ 375 bilhões (R$ 1,9 trilhão).
A cifra de US$ 1 trilhão (R$ 5,2 trilhões) —o algarismo 1 seguido de 12 zeros— representa um volume de recursos que desafia a percepção humana. A Folha fez algumas comparações para tornar o número mais palpável.
A dificuldade humana para compreender grandes números foi objeto de estudo do psicólogo americano Paul Slovic, professor emérito da Universidade de Oregon. Segundo suas pesquisas, a partir de um certo limite, normalmente na casa dos milhares, o cérebro armazena os valores em um mesmo patamar de percepção. Contudo, as diferenças reais entre 1 bilhão e 1 trilhão são abissais.







