Plataforma detectou ameaça considerada iminente, acionou a OpenAI, que notificou o FBI; informação chegou ao Ministério da Justiça e levou à prisão preventiva no Espírito Santo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Celular do suspeito e outros itens foram apreendidos, e aparelho passa por perícia — Foto: Divulgação | PC-ES RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/06/2026 - 14:55 IA ajuda na prisão de homem que planejava matar o filho no ES Uma plataforma de inteligência artificial identificou um plano de um homem de 36 anos para matar seu filho de 8 anos, levando à sua prisão no Espírito Santo. A OpenAI alertou o FBI, que notificou o Ministério da Justiça brasileiro, culminando na prisão preventiva do suspeito. Ele usava a IA para detalhar seus planos e pretendia evitar o pagamento de pensão alimentícia. Além disso, manifestou intenções contra escolas e igrejas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um homem de 36 anos foi preso preventivamente em Farturinha, zona rural de São Gabriel da Palha, negião noroeste do Espírito Santo, nesta sexta-feira, suspeito de usar uma ferramenta de inteligência artificial para planejar a morte do próprio filho, de 8 anos. As conversas com o chatbot levaram a plataforma a identificar um risco concreto de violência, o que desencadeou um alerta enviado pela OpenAI, criadora do ChatGPT, à Polícia Federal dos EUA (FBI, na sigla em inglês). Caminhos da investigação Após receber a notificação da empresa, o FBI repassou as informações ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que acionou a Polícia Civil capixaba. O suspeito foi detido um dia antes da data em que, segundo as investigações, pretendia cometer o crime. De acordo com a Polícia Civil do Espírito Santo (PC-ES), o investigado utilizava a inteligência artificial como uma espécie de diário para detalhar seus planos. Nas conversas, descreveu métodos para matar a criança, mencionou o uso de arma de fogo, corda e veneno e afirmou que pretendia contratar um pistoleiro por R$ 50 mil para executar o filho, que teria se recusado a cometer o crime por se tratar de uma criança. Segundo a investigação, o objetivo era evitar o pagamento de pensão alimentícia. Além do plano contra o menino, o homem também teria manifestado intenção de promover ataques contra escolas, igrejas e autoridades públicas, o que elevou o grau de risco atribuído ao caso pelas autoridades. Veja sequência de ataque à escola no Espírito Santo 1 de 7 Imagens da câmera de segurança mostram momento em que o atirador chega à instituição armado — Foto: Reprodução 2 de 7 Em seguida, ele entra na área de acesso comum. Uma funcionária corre ao avistar o homem de máscara e fardado. — Foto: Reprodução X de 7 Publicidade 7 fotos 3 de 7 Armas utilizadas por adolescente de 16 anos em ataques a duas escolas em Aracruz, no Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta 4 de 7 Disparos ocorreram na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEFM) Primo Bitti e em uma escola particular na mesma avenida. Dois professores e um aluno foram mortos. — Foto: Reprodução X de 7 Publicidade 5 de 7 Na secretaria da escola, uma funcionária corre para tentar se esconder do atirador — Foto: Reprodução 6 de 7 Atirador invade escolas em Aracruz, no Espírito Santo — Foto: Reprodução X de 7 Publicidade 7 de 7 Imagem mostra momento em que ele deixa a escola e foge em um carro — Foto: Reprodução Atirador deixou três mortos e onze feridos em Aracruz, no ES Segundo os investigadores, o alerta chegou ao Brasil em 16 de junho. Após diligências, o suspeito foi localizado em 19 de junho, um dia antes da data mencionada nas conversas para a execução do crime. A ação ocorreu em cumprimento a mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. O aparelho celular do suspeito foi recolhido para perícia. Durante o interrogatório, o homem, que tem sua identidade mantida em sigilo para preservar a criança, negou a intenção de praticar os crimes, embora tenha admitido a realização das pesquisas e interações na plataforma de Inteligência Artificial. O delegado Brenno Andrade, responsável pelo caso, revelou que as investigações buscam verificar se houve avanços concretos na execução dos planos descritos nas conversas. — Ele confirmou que realizou as pesquisas, mas negou a intenção de colocar os atos em prática. Agora vamos confrontar os dados obtidos nas conversas com o conteúdo extraído do telefone celular apreendido. O objetivo é verificar se houve alguma providência efetiva para a contratação de terceiros ou para a execução dos crimes mencionados — afirmou.