Mais de 10 mil pessoas participaram neste sábado (27) da primeira edição da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Budapeste, capital da Hungria, após a derrota eleitoral do primeiro-ministro de ultradireita Viktor Orbán, que ficou 16 anos no poder.

Enfrentando o calor recorde na cidade, participantes carregavam enormes bandeiras do arco-íris e da União Europeia. Fanni Fajth, uma estudante de 18 anos, afirmou à agência de notícias Reuters que o clima estava mais otimista após a mudança política no país e que, agora, a comunidade tinha esperança de que direitos relacionados à adoção e ao casamento fossem alcançados.

A marcha do ano passado, que Orbán tentou proibir como parte de suas políticas que restringiam direitos LGBT+, transformou-se em uma manifestação em massa contra o governo, atraindo dezenas de milhares de pessoas. Mesmo vetado, o evento aconteceu graças ao prefeito de Budapeste, que encontrou uma brecha legal, e à forte pressão internacional. Foi a maior marcha do orgulho da história do país.

Orbán aprovou leis que proibiram a alteração de gênero em documentos pessoais, interromperam a adoção por casais do mesmo sexo e vetaram materiais escolares acusados de promover a homossexualidade ou a transição de gênero.