Mesmo localizada no encontro de duas placas tectônicas, a Venezuela não conta com um sistema robusto de alerta de terremotos, como outras nações que também estão em áreas instáveis, e grande parte da população foi avisada dos tremores de quarta-feira (24) por um sistema do Google.

Para Robert-Michael de Groot, cientista físico do USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos), a alternativa da big tech é uma boa solução para nações que não contam com outras ferramentas para avisar seus habitantes de sismos, mas a construção de um sistema próprio é um investimento que vale a pena porque salva vidas.

O problema, diz, é a complexidade desse tipo de infraestrutura. "Construir um sistema completo, como nos EUA, levou décadas", afirma ele à Folha. O cientista é o líder da equipe de operações do ShakeAlert, o Sistema de Alerta Antecipado de Terremotos gerenciado pelo USGS.

"Nos EUA, os alertas vão para celulares, mas também para infraestrutura, reduzindo a velocidade de trens e abrindo portas de quartéis de bombeiros", diz. "É um desafio de infraestrutura muito amplo."

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