O Ministério da Saúde recomendou, na manhã desta sexta-feira (26), a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) em bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias dos municípios de São Paulo e Guarulhos.
A medida protege os menores de um ano, grupo mais vulnerável às complicações da doença. A estratégia não substitui o esquema previsto no Calendário Nacional de Vacinação.
Das três crianças que testaram positivo para sarampo na zona norte da capital paulista, duas frequentam a mesma creche e a terceira reside próximo. Todas apresentaram febre, manchas avermelhadas na pele e sintomas respiratórios, e tiveram confirmação laboratorial por IgM reagente e RT-PCR detectável, realizados pelo Instituto Adolfo Lutz e pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro.
O ministério acredita que os três casos sejam importados —quando a infecção ocorre no país a partir do contato com pessoas vindas do exterior.
Casos autóctones —contraídos localmente— podem ameaçar a recertificação de zona livre do sarampo conquistada pelo Brasil em 2024. O primeiro certificado de eliminação da doença foi entregue em 2016, mas perdido em 2018 após a reintrodução do vírus e a ocorrência de novos surtos.










