Príncipe ficou trancado para fora do imóvel e precisou acionar a Justiça para retornar à moradia neste mês 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Justiça do Rio de Janeiro determinou a devolução do Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis, a Pedro Tiago de Orleans e Bragança após o descendente de Dom Pedro II relatar ter sido impedido de entrar no imóvel e encontrar as fechaduras trocadas. — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/06/2026 - 09:05 Disputa Familiar: Herdeiro da Família Imperial Impedido de Entrar no Palácio do Grão-Pará em Petrópolis O Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis, foi cenário de um impasse familiar entre herdeiros da antiga Família Imperial. O Príncipe Dom Pedro Tiago de Orleáns e Bragança foi impedido de entrar no imóvel, acionando a Justiça contra a Companhia Imobiliária de Petrópolis para recuperar a posse. A Casa Imperial declarou que os envolvidos "não representam as tradições" do Império. Um outro caso judicial envolve a disputa pela Casa da Princesa Isabel. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Em meados deste mês, o Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis, foi palco de uma disputa familiar entre os herdeiros da antiga Família Imperial do Brasil. O Príncipe Dom Pedro Tiago de Orleáns e Bragança — batizado desta maneira — acabou trancado para fora do imóvel, onde mora, e acionou a Justiça contra a Companhia Imobiliária de Petrópolis, empresa da família que tem o pai como diretor, para conseguir retornar ao imóvel. Após o ocorrido, outros descendentes da antiga Corte, por meio da Casa Imperial do Brasil, divulgaram nota nesta quinta-feira, apontando que os envolvidos envolvidos na briga "não representam" as "tradições do Império e o ideal monárquico brasileiro". O país é uma República desde 1889. "Em vista do lamentável ocorrido em Petrópolis, Rio de Janeiro, recentemente noticiado pela imprensa, esclarecemos que os envolvidos nesse episódio — um residente no Palácio do Grão-Pará e os administradores da Companhia Imobiliária de Petrópolis — são descendentes da Princesa Dona Isabel que foram afastados da sucessão dinástica há mais de um século", diz trecho do posicionamento. Ainda segundo o texto, esses herdeiros da Coroa "têm pouco ou nenhum contato com o Príncipe Dom Bertrand de Orleáns e Bragança" — bisneto da Princesa Isabel, chefe da Casa Imperial do Brasil —, "seus irmãos e sobrinhos". Dom Bertrand, segundo a instituição, é o primeiro na linha sucessória "ao trono e à coroa do Brasil". Príncipe é trancado para fora de palácio em Petrópolis em briga da Família Real; entenda 1 de 22 Quem relata ter sido retirado do Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, é o príncipe Dom Pedro Tiago de Orléans e Bragança — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo 2 de 22 Ele conta que precisou acionar a Justiça para conseguir voltar a acessar o endereço — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo X de 22 Publicidade 22 fotos 3 de 22 Ré no caso está a Companhia Imobiliária de Petrópolis, que tem três Orleáns e Bragança — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo 4 de 22 O pai e os tios de Pedro Tiago estão no quadro societário — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo X de 22 Publicidade 5 de 22 JTudo ocorreu no último dia 9 — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo 6 de 22 Dom Pedro Tiago, de 47 anos, saiu do imóvel para fazer exercícios e, ao retornar ao palácio, seguranças que alegavam estar a serviço da Companhia teriam o impedido de entrar no endereço — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo X de 22 Publicidade 7 de 22 O príncipe teria conseguido contornar a contrução e entrar, mas teria ficado encastelado, ocasião que temeu pela sua segurança — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo 8 de 22 Segundo consta no processo, a Polícia Militar foi acionada pelos segurança — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo X de 22 Publicidade 9 de 22 Bombas de gás lacrimogênio teriam sido ainda lançadas contra ele e marcas no chão são apontadas como prova dessa ocorrência — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo 10 de 22 No chão, marcas de onde bombas teriam sido lançadas. Abertura na porta teria sido usada para lançamento — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo X de 22 Publicidade 11 de 22 A confusão teria terminado na delegacia — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo 12 de 22 O príncipe e seu palácio: Dom Pedro Tiago de Orleáns e Bragança de volta ao Palácio do Grão-Pará — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo X de 22 Publicidade 13 de 22 No dia seguinte, retornou acompanhado por seus advogados — Foto: Márcia Foletto 14 de 22 Mesmo assim, não conseguiu entrar: as chaves haviam sido trocadas. — Foto: Márcia Foletto X de 22 Publicidade 15 de 22 Fabrizio Bon Vechio e Francisco Rudnick Martins de Barros, advogados que representam Dom Pedro Tiago, então, acionaram a Justiça — Foto: Márcia Foletto 16 de 22 No último dia 12, o juíz Adriano Loureiro Binato de Castro, da 2ª Vara Cível da Comarca de Petrópolis concedeu liminar e determinou a expedição do mandado de reintegração de posse — Foto: Márcia Foletto X de 22 Publicidade 17 de 22 Foi determinando que a ré Companhia Imobiliária de Petrópolis desocupasse o palácio. — Foto: Márcia Foletto 18 de 22 Fachada da residência em Petrópolis — Foto: Márcia Foletto X de 22 Publicidade 19 de 22 Ornamentação na varada do palácio — Foto: Márcia Foletto 20 de 22 Na foto, Dom Pedro Tiago de Orléans e Bragança — Foto: Márcia Foletto X de 22 Publicidade 21 de 22 Azulejo do Palácio do grão-Pará — Foto: Márcia Foletto 22 de 22 Vista aérea no Palácio do grão-Pará — Foto: Márcia Foletto X de 22 Publicidade Dom Pedro Tiago de Orléans e Bragança acionou a justiça após trocarem as chaves do Palácio do Grão-Pará A Casa Imperial, que tem propostas de restauração da monarquia no Brasil, também destacou que Dom Bertrand, irmãos e sobrinhos não são proprietários da companhia, tampouco recebem laudêmio, que "são percebidos integralmente pela Companhia Imobiliária de Petrópolis e repassados aos seus associados". A descrição de atividade da empresa na Receita Federal é de "aluguel de imóveis próprios", formada por parte dos Orleáns e Bragança. Em 11 de maio, a 2ª Vara Cível da Comarca de Petrópolis concedeu liminar e determinou a expedição do mandado de reintegração de posse a favor de Dom Pedro Tiago, determinando que a ré Companhia Imobiliária de Petrópolis desocupasse o palácio. Na foto, Dom Pedro Tiago de Orléans e Bragança — Foto: Márcia Foletto Paralelamente, outro caso envolvendo a companhia foi parar na Justiça: a disputa pela Casa da Princesa Isabel, também na cidade imperial. No caso, a Companhia Imobiliária de Petrópolis é autora da ação ajuizada em 28 de maio também na 2ª Vara Cível de Petrópolis. A empresa pede a reintegração de posse do segundo andar do imóvel, ocupado por Maria Cristina Schmidt Peçanha de Orleáns e Bragança e Francisco Theodoro Peçanha de Orleáns e Bragança, ex-mulher e filho de Francisco Humberto de Bourbon de Orleáns e Bragança, sócio da companhia. De acordo com o pedido feito à Justiça, Francisco Humberto recebeu em comodato (empréstimo gratuito) o imóvel, do qual saiu após a separação da esposa. A proposta é pela cobrança de um aluguel de R$ 2,5 mil aos ocupantes do imóvel. A Casa da Princesa Isabel, no Centro de Petrópolis: térreo é sede da Companhia Imobiliária de Petrópolis, segundo andar é alvo da disputa na Justiça — Foto: Marcelo de Jesus / Agência O Globo / 26-02-2019