Durante boa parte da infância, Diney Borges viveu em Tarrafal, cidade do norte da ilha de Santiago que tem pouco mais de 6 mil habitantes. Saiu cedo de Cabo Verde para perseguir o sonho de ser jogador em Portugal. Agora, o zagueiro se vê no centro da maior campanha da história do futebol de seu país nesta Copa do Mundo.
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Após empatar com a Espanha e arrancar um 2 a 2 diante do Uruguai, Cabo Verde chega à última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo com chances reais de classificação para o mata-mata em sua primeira participação no torneio. Para quem acompanha de fora, a trajetória tem sido tratada como uma das grandes histórias da competição. Dentro do elenco, porém, a surpresa é menor.
"Para o grupo, nada disso é uma surpresa. Sempre tivemos bem a noção do nosso real valor. Viemos sabendo que não estávamos no Mundial para passear. É a oportunidade de uma vida e não podemos fazer menos do que dar a vida", afirmou à Folha.
Com pouco mais de meio milhão de habitantes, o arquipélago africano garantiu vaga pela primeira vez após terminar à frente de Camarões nas Eliminatórias Africanas.














