Presidente também defende a Petrobras e afirma que, embora não interfira na gestão da companhia, o governo “não abre mão” de discutir estrategicamente o papel da empresa Presidente Lula: 'Vira e mexe, aparece um governante neste país que quer vender a Petrobras” — Foto: Adriano Machado/Reuters O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta quinta-feira (25), a paralisação de fábricas de fertilizantes no país e afirmou que parte do agronegócio não apoiou a expansão da produção nacional. A declaração ocorreu durante cerimônia de retomada das obras de unidade de fertilizantes em Três Lagoas (MS). “O Brasil pagando preços absurdos de fertilizantes, que poderiam ser produzidos no Brasil, que aumenta a cada guerra que alguém quer dar no outro lá fora. O pobre brasileiro, que vai comprar uma fruta, uma comida, paga o preço dessa guerra, por irresponsabilidade de muita gente, não é só do governo. Muita gente do agronegócio nunca se preocupou em que a gente tivesse fábrica de fertilizante aqui [no Brasil], porque era muito barato importar”, afirmou. Em seu discurso, Lula também defendeu a Petrobras e afirmou que, embora não interfira na gestão da companhia, o governo “não abre mão” de discutir estrategicamente o papel da empresa para o desenvolvimento do país. “Porque vira e mexe, aparece um governante neste país que quer vender a Petrobras”, afirmou. Confira os resultados e indicadores da Petrobras e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 Sem citar Jair Bolsonaro, o presidente criticou a gestão anterior e afirmou que há “muita gente travestida de investidor”, que, na verdade, atua como “vendedor de coisas públicas a preço de banana”. “Quando a gente [PT] sai [do governo], colocam os diretores 'tudo gênio'”, ironizou. No evento, a Petrobras assinou contratos com as empresas vencedoras das licitações para a conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas. A fábrica integra o Novo PAC e receberá investimentos superiores a R$ 5 bilhões para ser concluída. Com as obras paralisadas desde 2015, o projeto teve a retomada aprovada após reavaliação da Petrobras, que apontou viabilidade técnica e econômica para a conclusão da UFN-III. O começo da operação comercial está previsto para 2029. Quando concluída, a UFN-III terá capacidade para produzir 3,6 mil toneladas diárias de ureia granulada e 2,2 mil toneladas de amônia, o equivalente a cerca de 1,3 milhão de toneladas de ureia por ano. A produção deverá atender a quase 16% da demanda nacional pelo insumo.