Após passar as temporadas de 2024 e 2025 longe do fisiculturismo devido a um quadro de pericardite (inflamação no pericárdio, que é a membrana que fica ao redor do coração), Wellington Baptista –o Nescau– retornou aos palcos neste ano. Entre 23 de abril e 14 de junho, o atleta competiu quatro vezes –nesse intervalo, ele participou de Arnold Classic South America, Pittsburgh Pro, California State e Toronto Pro.

Em entrevista à coluna, o fisiculturista diz que uma das maiores diferenças das preparações realizadas neste ano com relação às preparações feitas antes da doença foi a quantidade de esteroides anabolizantes (EAs) utilizada. "Cortamos as doses de hormônios pela metade, diminuiu bastante. Acho até que, como eu fiquei bastante tempo sem competir, meus receptores ficaram mais eficientes. Eu fiz uma preparação mais sadia e o meu corpo respondeu muito bem", conta.

A reportagem esclarece que o uso de EAs sem necessidade clínica e acompanhamento médico é proibido e pode gerar uma série de efeitos colaterais, como aumento da oleosidade da pele, da pressão e do risco cardíaco. Também pode haver alterações do humor, piora da qualidade do sono e queda de cabelo, dentre outros.

Ainda de acordo com Nescau, ele e sua equipe se atentaram mais ao controle de variáveis como intensidade dos treinos e qualidade do sono, por exemplo: "A gente controlou mais a intensidade dos treinos. Houve um maior controle de variáveis como volume e intensidade. Eu também ouvi muito o meu corpo, notava a forma que ele respondia a cada passo [...] Dei bastante atenção ao meu sono a fim de melhorar a minha recuperação".