Jogadores e comissão técnica saíram em defesa da torcida, mas autoridades não são muito favoráveis a folgão coletivo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Torcedores da Austrália reagem durante a partida do Grupo D da Copa do Mundo 2026 entre Estados Unidos e Austrália no Estádio de Seattle, em 19 de junho de 2026 — Foto: Fran Santiago / Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 12:31 Austrália debate feriado para jogo da Copa; governo resiste Na Austrália, a seleção de futebol pede por um feriado para que a população possa acompanhar o jogo contra o Paraguai na Copa do Mundo. Autoridades, como o primeiro-ministro Anthony Albanese, não apoiam a ideia, apesar de uma petição online com quase 8 mil assinaturas. Enquanto isso, empresas tentam flexibilizar o horário de trabalho. Discussões sobre liberar o dia como feriado continuam, mas sem sucesso. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A agenda de jogos da Copa do Mundo irritou muitos brasileiros que, com as partidas acontecendo mais para o fim do dia e até tarde da noite (no horário de Brasília), sentem falta das folgas tradicionalmente criadas para acompanhar a seleção brasileira. É que Brasil jndo no Mundial virou quase sinônimo de crianças liberadas mais cedo da escola e jornada de trabalho reduzida nas empresas. Mas nem todos têm essas regalias. Do outro lado do mundo, australianos apelam às autoridades para ganhar uma folga e "sextar" mais cedo para acompanhar a próxima partida dos "Socceroos". O auxiliar técnico da seleção australiana, Paul Okon, fez um apelo ao primeiro-ministro Anthony Albanese para que fosse decretado feriado na sexta-feira para que os australianos pudessem assistir o último conforto da seleção na fase de grupos, contra o Paraguai, na sexta-feira. A partida acontece às 12h do horário de Sydney. Com 3 pontos, na segunda posição do Grupo D, tanto um empate quanto uma vitória sobre o Paraguai garantem à equipe australiana uma vaga na próxima fase. "Esperava que nosso primeiro-ministro desse um dia de folga para todos, para que as pessoas não precisassem se apressar para encontrar uma TV onde quer que fosse possível para assistir ao jogo", disse Okon durante entrevista coletiva no centro de treinamento da equipe em Oakland, na Califórnia, informou o The Guardian. Quem também entrou no debate foi o zagueiro Jason Geria, que ao ser perguntado sobre crianças terem sido informadas que não poderiam assistir a partida, defendeu que escolas liberem os alunos e coloquem TVs nas salas de aula: “Meio-dia de uma sexta-feira, não há nada melhor do que isso para começar o fim de semana. Então, se eles pudessem deixar seus funcionários ou alunos assistirem, eu acho que seria incrível", argumentou o zagueiro. "Se pudessem levar algumas TVs para as salas de aula... Acho que todos eles já têm iPads, então é só passar para o iPad." Jason Geria, número 6 da Austrália, fala com a imprensa após treino em Oakland, Califórnia — Foto: Thearon W. Henderson / Getty Images via AFP Segundo o Daily Mail, uma pesquisa da Associação de Direitos dos Observadores da Copa do Mundo revelou que 53% dos chefes australianos estão se mobilizando para permitir que seus funcionários assistam à partida. Até uma petição online foi criada para tentar comover as autoridades a criar um feriado nacional. A mobilização já reuniu quase 8 mil assinaturas. No site, os organizadores argumentam que o futebol "une o mundo". "Que melhor maneira de celebrar a união nacional do que ter um dia de festa e confraternização para parabenizar nossos australianos no maior palco de todos? Não é apenas um jogo, é muito mais do que isso!", diz o texto na plataforma Change.org. Campanha pelas Matildas Essa não é a primeira vez que o futebol mobiliza australianos por dias de folga. Em 2023, quando Austrália e Nova Zelândia foram anfitriãs da Copa do Mundo Feminina, a campanha das Matildas, como são conhecidas as jogadoras da seleção australiana, também provocou uma onda de torcedores pedindo um day off caso o time ganhasse o Mundial. Elas ficaram em quarto lugar. Em meio ao debate, Anthony Albanese afirmou, segundo o portal ABC, que não tinha voz ativa em relação a criação de um feriado, já que as leis do país especificam apenas oito, e que outros dias livres devem ser declarados por leis estaduais. Sobre as discussões atuais, o primeiro-ministro australiano ainda não se manifestou sobre o tema, mas as esperanças de day off para a partida não são muitas. Isso porque Chris Minns, primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, estado mais populoso e onde fica Sydney, descartou liberar o dia como feriado para que a população acompanhe o último jogo da Austrália na fase de grupos. "Não posso fazer isso. Sei que muita gente vai assistir pelo celular, mas a resposta, infelizmente, é não", disse o premiê em entrevista na terça-feira à rádio local 2GB.
À moda brasileira, Austrália quer feriado para 'sextar' mais cedo e acompanhar confronto contra o Paraguai
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