Alguns dos tratamentos mais procurados atualmente prometem melhorar lubrificação, flacidez e desconfortos associados ao envelhecimento, à menopausa e às mudanças provocadas pelo parto 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O procedimento íntimo feito por Giovanna Antonelli: para que serve e quando é indicado — Foto: Reprodução Instagram RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 13:04 Laser íntimo ganha popularidade entre mulheres por benefícios à saúde íntima Cada vez mais mulheres recorrem ao laser íntimo para melhorar lubrificação, flacidez e desconfortos associados ao envelhecimento, menopausa e parto. Giovanna Antonelli trouxe atenção ao tema ao compartilhar sua experiência nas redes sociais. Procedimentos como laser e injeções de ácido hialurônico são usados na Ginecologia Regenerativa para tratar queixas íntimas, enquanto cirurgias, como perineoplastia, corrigem alterações anatômicas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Ao compartilhar nas redes sociais uma visita à ginecologista para realizar um procedimento íntimo a laser, Giovanna Antonelli acabou colocando os holofotes sobre um tema que ainda desperta dúvidas entre muitas mulheres. No vídeo publicado no Instagram, a atriz, de 50 anos, mostrou parte da consulta e comentou a praticidade do tratamento. "Não precisa fazer muitas sessões, isso que é legal", disse, após ouvir da médica que a tecnologia pode ajudar em diferentes alterações associadas ao envelhecimento. O procedimento realizado pela atriz faz parte da chamada Ginecologia Regenerativa, área que reúne técnicas voltadas tanto para a saúde quanto para o bem-estar íntimo feminino. Nos últimos anos, recursos como laser, radiofrequência, ultrassom e aplicações injetáveis passaram a ser incorporados aos consultórios com a proposta de tratar queixas relacionadas à lubrificação, flacidez, desconfortos funcionais e mudanças que costumam surgir ao longo da vida reprodutiva. "Esse é um braço da Ginecologia. A ideia é melhorar a função e a estética íntima feminina. Para isso, podemos usar tecnologias, aplicação de ácido hialurônico, e uso de hormônios locais ou cremes para lubrificação", explica a ginecologista Patricia Magier. Antes de falar sobre tratamentos, especialistas ressaltam que não existe um padrão estético considerado ideal para a região íntima. As características anatômicas variam de mulher para mulher e nem toda mudança exige intervenção. "Com relação à estética, é importante destacar que não existe um padrão normal estético para a região, já que sua anatomia varia muito entre as mulheres. É considerado anormal tudo o que causa constrangimento, desconforto, vergonha ou piora da autoestima", diz o ginecologista Igor Padovesi, referência nacional na área de cirurgias íntimas femininas. Tecnologias que estimulam a regeneração dos tecidos Entre os recursos mais utilizados atualmente estão equipamentos capazes de estimular a produção de colágeno e melhorar a qualidade da pele e da mucosa vaginal. Dependendo da necessidade de cada paciente, o tratamento pode envolver laser de CO₂, radiofrequência ou ultrassom microfocado. "Podemos usar um laser de CO2, um ultrassom microfocado ou uma radiofrequência. A tecnologia é escolhida de acordo com a queixa daquela paciente, mas sempre na tentativa de regenerar, de recuperar aquele tecido, melhorar a sensibilidade ao orgasmo e tratar toda a pele da região. Em pacientes com queixas de infecção de repetição, conseguimos atuar nesse tecido melhorando a imunidade local", destaca Patricia. A médica destaca ainda que os injetáveis também passaram a integrar esse universo. "Injetáveis como o bioestimulador de colágeno, que ajuda no tratamento da flacidez, quanto preenchedores de ácido hialurônico, para repor aquela gordura de grandes lábios, são usados para promover o embelezamento íntimo. Então, há ação na estética, na parte funcional, no tratamento de doenças, para melhorar a saúde íntima e devolver a autoestima para a mulher", completa. Quando a cirurgia entra em cena Nem todas as demandas podem ser resolvidas com procedimentos realizados em consultório. Em alguns casos, a cirurgia é indicada para corrigir alterações anatômicas que surgem após gestações ou com o avanço da idade. Uma das operações mais realizadas no país é a perineoplastia, indicada para mulheres que relatam sensação de alargamento vaginal, especialmente após partos normais. "Essa é a cirurgia recomendada para ‘apertar’ o canal vaginal. Na maioria das vezes, é indicada para mulheres que tiveram partos vaginais e relatam que a vagina ficou mais afrouxada ou com menos sensibilidade depois do nascimento dos filhos. Isso acontece porque os músculos do períneo, localizados entre a vagina e o ânus, podem sofrer lesões, estiramentos ou lacerações que comprometem sua função. Para algumas mulheres, as fibras musculares não voltam para o lugar após a distensão abrupta no momento de nascimento do bebê", esclarece Igor Padovesi. Segundo o especialista, os impactos vão além da aparência física: "Mais do que um incômodo estético, essas alterações podem afetar a vida sexual, autoestima e bem-estar emocional da mulher. Muitas relatam constrangimento com o parceiro ou perda de prazer nas relações. Nesses casos, a perineoplastia pode ser uma ferramenta importante de reabilitação íntima." Outra intervenção bastante procurada é a ninfoplastia, voltada para a redução dos pequenos lábios quando há excesso de pele capaz de provocar desconforto físico ou emocional. "O objetivo da ninfoplastia é remover o excesso de pele dos pequenos lábios, deixando-os para dentro dos grandes lábios. O procedimento pode ser realizado com laser e/ou com bisturi elétrico de alta frequência. Antes realizada como uma cirurgia hospitalar tradicional, com a evolução das técnicas cirúrgicas, atualmente no Brasil e no mundo a ninfoplastia tem sido realizada como uma cirurgia ambulatorial", afirma o médico. "A redução cirúrgica dos pequenos lábios é um procedimento relativamente simples, mas capaz de aumentar significativamente a autoestima e o bem-estar físico, psicológico e sexual", acrescenta. Flacidez, gordura localizada e perda urinária As inovações na área também incluem equipamentos desenvolvidos especificamente para atuar na região íntima. Entre eles está o ultrassom microfocado utilizado para melhorar a sustentação dos tecidos e tratar a frouxidão vaginal. "Ele foi desenvolvido para o tratamento do canal vaginal e pode ser usado também para tratar gordura e flacidez", detalha a ginecologista Daniella Curi. De acordo com a médica, a tecnologia pode atuar tanto internamente quanto na parte externa da região genital. "O ultrassom microfocado vai na profundidade que selecionamos de acordo com o cartucho e atinge camadas do canal vaginal, onde estimula o colágeno e promove uma contração desse canal. É por isso que ele ajuda na melhora da frouxidão vaginal e também age sustentando melhor a uretra, que está logo acima do canal vaginal", ressalta. Ela enfatiza que o tratamento também pode ser direcionado aos grandes lábios e ao monte pubiano: "Nesse caso, para o tratamento de gordura, utilizamos o ultrassom macrofocado nas ponteiras corporais. Então, ele pode estimular colágeno no tratamento da flacidez dos grandes lábios ou diminuir o tecido adiposo quando o intuito é tratar a gordura localizada; tudo vai depender da indicação de cada caso." Por que famosas passaram a falar sobre procedimentos íntimos 1 de 5 Em 2022, Maíra Cardi passou por uma cirurgia íntima — Foto: Reprodução/ Instagram 2 de 5 Deolane Bezerra passou por cirurgia íntima — Foto: Reprodução/ Instagram X de 5 Publicidade 5 fotos 3 de 5 Irmã do jogador Cristiano Ronaldo, a empresária e cantora Katia Aveiro passou por cirugia íntima — Foto: Reprodução/Instagram 4 de 5 Geisy Arruda passou pela cirurgia em 2012 — Foto: Reprodução/Instagram X de 5 Publicidade 5 de 5 Andressa Urach passou pela cirurgia— Foto: Divulgação CO Assessoria Harmonização íntima, ninfoplastia e laser vaginal estão entre os tratamentos já relatados por celebridades A importância do assoalho pélvico Além dos tratamentos voltados aos tecidos da região íntima, especialistas destacam o fortalecimento da musculatura pélvica como parte fundamental do cuidado feminino. Essa estrutura é responsável por sustentar órgãos importantes e tem papel relevante em questões como continência urinária e função sexual. "Esse trabalho é fundamental, pois é o assoalho que ajuda a sustentar todas as estruturas da região. Muito importante, sempre que possível, associar os procedimentos do canal vaginal com a melhora da sustentação do assoalho pélvico. O campo eletromagnético faz um estímulo destes músculos, os deixando mais fortalecidos", comenta a Dra. Daniella. Apesar dos avanços tecnológicos, os médicos ressaltam que muitas das alterações observadas nessa fase da vida estão relacionadas às oscilações hormonais. Por isso, a avaliação ginecológica continua sendo essencial para definir a estratégia mais adequada para cada mulher. "Como muitos dos sintomas têm causas hormonais, tratá-los sem a terapia de reposição hormonal pode ser como enxugar gelo. Nessa terapia, são usados normalmente estrogênios, em diversas vias de aplicação, variando da forma oral, gel na pele ou na região da vulva e vagina e adesivos transdérmicos, além de implantes hormonais. Toda essa terapia visa manter os níveis de hormônios femininos em valores próximos aos encontrados durante a vida reprodutiva da mulher. São tratamentos bastante seguros, desde que monitorados por um médico regularmente", finaliza o Dr. Igor.
Por que cada vez mais mulheres recorrem ao laser íntimo, procedimento mostrado por Giovanna Antonelli
Alguns dos tratamentos mais procurados atualmente prometem melhorar lubrificação, flacidez e desconfortos associados ao envelhecimento, à menopausa e às mudanças provocadas pelo parto






