O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu ajuda à Venezuela após o país ter sido atingido por dois fortes terremotos, de magnitude 7,2 e 7,5, que provocaram momentos de pânico em Caracas e em outras regiões do país. "Os dois grandes terremotos que acabaram de atingir o grande povo da Venezuela são de proporções enormes e deixaram um número devastador de mortos", escreveu Trump em sua plataforma de mídia social, Truth Social. "Os Estados Unidos estão prontos, dispostos e aptos a ajudar! Ordenei a todas as agências do nosso governo que se preparem para agir rapidamente. Estaremos lá para nossos novos e grandes amigos", acrescentou. Os tremores também foram sentidos na Colômbia e no Brasil e foram seguidos por 20 tremores secundários, segundo informações divulgadas pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e, posteriormente, pela presidente interina do país, Delcy Rodríguez. O número de feridos e mortos ainda é desconhecido, mas o USGS informou que, com base nos dados dos terremotos e no tipo de estruturas comuns na região, é provável que tenha ocorrido um desastre de grandes proporções, incluindo muitas vítimas e danos extensos. O governo venezuelano declarou estado de emergência após os terremotos. O primeiro tremor, de magnitude 7,2 na escala Richter, teve seu epicentro a 21 km a oeste de Morón às 18h04 no horário local (19h04 em Brasília) e foi seguido quase um minuto depois por um tremor mais forte, de magnitude 7,5, a poucos quilômetros de distância, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Forte terremoto atinge a Venezuela 1 de 10 Prédios destruídos, feridos e pânico: imagens mostram destruição causada por terremoto na Venezuela — Foto: Juan Barreto/AFP 2 de 10 O governo venezuelano declarou estado de emergência após dois fortes terremotos atingirem o país quase consecutivamente — Foto: Juan Barreto/AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Os tremores foram sentidos até na Colômbia e no Brasil — Foto: Federico Parra/AFP 4 de 10 As cenas em Caracas eram de destruição e pânico — Foto: Federico Parra/AFP X de 10 Publicidade 5 de 10 Pessoas do lado de fora gritavam os nomes de seus parentes, e alguns voluntários escalavam os escombros — Foto: Federico Parra/AFP 6 de 10 Diversas áreas ficaram sem energia elétrica. Muitas ruas estavam cobertas de cacos de vidro — Foto: Manaure Quintero/AFP X de 10 Publicidade 7 de 10 Pessoas que evacuaram prédios em Caracas esperaram mais de uma hora antes de retornar — Foto: Manaure Quintero/AFP 8 de 10 Prédios desabaram em diferentes partes de Caracas — Foto: Manaure Quintero/AFP X de 10 Publicidade 9 de 10 Dezenas de socorristas trabalhavam entre os escombros em busca de possíveis vítimas e sobreviventes — Foto: Federico Parra/AFP 10 de 10 A Venezuela é frequentemente atingida por terremotos — Foto: Federico Parra/AFP X de 10 Publicidade Prédios desabaram em diferentes partes de Caracas As cenas em Caracas eram de destruição e pânico, de acordo com um jornalista da AFP que viu um prédio de 22 andares completamente destruído na área de Chacao, na zona leste da cidade. Pessoas do lado de fora gritavam os nomes de seus parentes, e alguns voluntários escalavam os escombros. "Precisamos de lanternas", implorava um deles ao cair da noite. Do lado de fora do shopping Sambil, também em Chacao, Heidi Romero, uma comerciante de 42 anos, disse que era "inacreditável". "Nem sei quanto tempo durou. Eu estava no último andar. Muitas coisas caíram de algumas lojas. Saímos pelas escadas de emergência; foi assim que nos tiraram de lá", disse ela à AFP. "As escadas cederam, a parede inteira rachou. Coisas caíram do teto. Foi horrível", disse Odalis Escalona, uma bancária de 54 anos. Diversas áreas ficaram sem energia elétrica. Muitas ruas estavam cobertas de cacos de vidro. Pessoas que evacuaram prédios em Caracas esperaram mais de uma hora antes de retornar. Prédios desabaram em diferentes partes de Caracas, confirmaram jornalistas da AFP. Dezenas de socorristas trabalhavam entre os escombros em busca de possíveis vítimas e sobreviventes. Efeitos na Ásia Um terremoto, revisado para magnitude 7,2, atingiu o norte do Japão nesta quinta-feira, informou a agência meteorológica do país, sem relatos de vítimas ou danos. O tremor ocorreu próximo à região norte de Iwate e seu epicentro foi a uma profundidade de 44 km, informou a Agência Meteorológica do Japão, descartando a possibilidade de tsunami. "Até o momento, não há informações que indiquem vítimas, mas continuaremos monitorando e avaliando a situação", disse o porta-voz do governo, Minoru Kihara. Uma mulher na cidade de Hashikami, onde o tremor foi sentido com mais intensidade, disse à AFP que o único dano em sua casa foi uma fotografia emoldurada que caiu. Imagens da emissora pública NHK mostraram o trânsito fluindo normalmente na cidade de Hachinohe, com os semáforos funcionando normalmente. O Japão é um dos países com maior atividade sísmica do mundo, situado sobre quatro grandes placas tectônicas no "Anel de Fogo" do Pacífico. A nação, um arquipélago de 125 milhões de habitantes, normalmente experimenta centenas de terremotos a cada ano.
Trump diz que EUA estão 'prontos e dispostos' a ajudar a Venezuela após terremotos
Tremores, seguidos de 20 abalos secundários, foram sentidos na Colômbia e no Brasil










