A gripe aviária chegou à Oceania. Após circular pelo mundo todo, inclusive no Brasil, um dos últimos países a registrar a doença, chegou a vez da Austrália. Pelo menos 60 aves mortas ou doentes estão sendo avaliadas, e três casos já foram confirmados. A ocorrência do vírus H5N1 se restringe a aves migratórias, não atingindo granjas comerciais naquele país.

Um dos principais desafios dos produtores australianos é que boa parte da avicultura está em áreas livres, mais suscetíveis a contatos com aves silvestres. Metade dos ovos produzidos no país provém desse tipo de criação.

As autoridades australianas estão preocupadas também com possíveis efeitos da doença em outros animais. Muitos deles, como o cisne negro, não possuem um sistema imunológico capaz de combater infecções virais, como outras espécies de aves aquáticas têm.

A Austrália tem pouca importância no mercado mundial de carne de frango, mas a extensão da doença para outros animais, como o rebanho leiteiro, preocupa o país. Os australianos ocupam a 17ª posição no ranking mundial de produção de carne de frango e a 16ª no de exportação. Esses números ficam bem distantes dos do líder Estados Unidos, que produz 21,7 milhões de toneladas, e dos da China e do Brasil, que produzem 15 milhões de toneladas anuais.