O que tem em comum a cantora Carmen Miranda e Gilda de Abreu, que dirigiu o filme "O Ébrio" oito décadas atrás? E Chica da Silva, a ex-escravizada de Diamantina, e Helena Solberg, a primeira cineasta a levar o feminismo a tema central de uma produção brasileira?

Essas quatro e outras mulheres, de diferentes épocas e origens, serão lembradas na 21ª edição da CineOP, a Mostra de Cinema de Ouro Preto, que começa nesta quinta, dia 25.

Ao longo de seis dias, o evento vai exibir 135 filmes divididos em três frentes: história, preservação e educação.

No ano passado, a CineOP exaltou as mulheres dedicadas à comédia, fossem diretoras ou atrizes. Desta vez, o tributo outra vez se destina a elas, mas sob um ângulo diferente. Na Mostra Histórica, uma das seções do festival, o mote é Como Elas Começaram? Memórias do Primeiro Filme.

Faz todo o sentido, portanto, que Ouro Preto ressalte a produção da carioca Helena Solberg. Ao completar seis décadas, seu filme de estreia, o curta-metragem "A Entrevista", estará na abertura da CineOP, ao lado de "Meio Dia", lançado pela diretora em 1970.