O petróleo Brent com entrega para agosto encerrou cotado a US$ 73,74 por barril e o WTI com vencimento para o mesmo mês fechou a US$ 70,34 por barril O aumento no tráfego pelo Estreito de Ormuz e os avanços nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã levaram os preços do petróleo a exibirem forte recuo nesta quarta-feira (24) e atingirem o menor valor de fechamento desde o início da guerra no Oriente Médio. O petróleo Brent com entrega para agosto encerrou em queda de 4,33%, cotado a US$ 73,74 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI com vencimento para o mesmo mês cedeu 3,92%, cotado a US$ 70,34 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Ambos foram ao menor valor desde 27 de fevereiro. A queda do preço do petróleo é fruto, principalmente, do aumento no tráfego pelo Estreito de Ormuz e das projeções de avanço na produção por países do Golfo Pérsico. Os Emirados Árabes Unidos restabeleceram a maior parte dos níveis de produção anteriores ao conflito, enquanto o Kuwait e o Iraque ampliaram suas exportações. “Embora as negociações [entre EUA e Irã] continuem complexas e persistam dúvidas sobre a futura governança de Ormuz, o mercado está incorporando cada vez mais a perspectiva de uma normalização gradual dos fluxos de energia”, avalia Soojin Kim, do MUFG. “A recuperação contínua das exportações do Golfo e a redução do prêmio de risco geopolítico devem manter uma pressão de baixa sobre os preços do petróleo”, acrescentou. Há, no entanto, quem mostre uma visão mais cética sobre a dinâmica de preços no mercado de energia. “Mantemos a avaliação de que a onda de vendas de petróleo foi exagerada, visto que o mercado continua apresentando um quadro de aperto na oferta”, disseram Ewa Manthey e Warren Patterson, do ING. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, hoje, que 19 milhões de barris de petróleo transitaram pelo Estreito em um único dia, volume superior aos níveis pré-guerra, que variavam entre 16 milhões e 18 milhões de barris. As estimativas do ING e de outros participantes do mercado apontam para um trânsito de cerca de 6 a 7 milhões de barris por dia nos últimos dias. “No entanto, considerando os desvios de oleodutos para a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, basta que o fluxo de petróleo pelo Estreito retorne a aproximadamente 14 milhões de b/d (barris por dia) para que o suprimento de petróleo do Golfo Pérsico volte aos níveis anteriores ao conflito”, pontuaram os estrategistas. Navio petroleiro — Foto: Divulgação/Euronav