Chip, chamado Jalapeño, foi projetado para executar tarefa específica de IA conhecida como inferência, durante a qual os dados são processados ​​para responder à consulta de um usuário em um chatbot A OpenAI apresentou nesta quarta-feira (24) o primeiro chip de inteligência artificial personalizado da empresa, projetado em conjunto com a Broadcom, enquanto busca acelerar o desenvolvimento de sua infraestrutura. Laboratórios de IA como OpenAI e Anthropic têm enfrentado dificuldades para obter poder computacional suficiente para executar os chatbots e aplicativos de programação mais recentes e avançados. Alguns, como a OpenAI, recorreram ao desenvolvimento de chips próprios para reduzir custos e criar uma alternativa às unidades de processamento gráfico (GPUs) da Nvidia que são comumente usadas para IA. Os engenheiros da OpenAI projetaram o chip, chamado Jalapeño, em conjunto com a Broadcom, para executar uma tarefa específica de IA conhecida como inferência, durante a qual os dados são processados ​​para responder à consulta de um usuário em um chatbot como o ChatGPT. Leia mais: O chip desenvolvido é tão eficiente quanto os chips Blackwell da Nvidia ou as unidades de processamento tensor projetadas pela Alphabet, disse o presidente-executivo da Broadcom, Hock Tan, em entrevista à Reuters. O processador Jalapeño foi projetado para funcionar de forma rápida e eficiente com os grandes modelos de linguagem (LLMs) que alimentam muitas aplicações de IA, afirmou Richard Ho, chefe de hardware da OpenAI. “Achamos que isso [o chip] terá bom desempenho em todas as futuras versões de LLMs”, disse Ho à Reuters. A empresa planeja implementar o Jalapeño até o final deste ano, e este é o primeiro passo em um plano de desenvolvimento de chips de várias gerações, afirmou a OpenAI. A fabricante canadense de eletrônicos Celestica construirá os sistemas de servidores que, assim como os chips, serão usados ​​exclusivamente pela OpenAI. A empresa de San Francisco afirmou que possui amostras do chip em funcionamento em seus laboratórios e que elas estão operando com a potência e o desempenho esperados, utilizando o modelo de IA GPT-5.3-Codex-Spark da empresa. Os engenheiros da empresa levaram aproximadamente nove meses para concluir o projeto do chip antes de enviá-lo para a TSMC, de Taiwan, para sua fabricação, em parte devido ao uso de IA para acelerar aspectos específicos do processo, afirmou a OpenAI. A Reuters noticiou pela primeira vez em 2023 que a OpenAI estava estudando a possibilidade de fabricar seu próprio chip. Para fabricar seus próprios chips, a Meta, a Amazon e o Google recorreram a empresas como a Broadcom e a Marvell, que fornecem serviços de design específicos e propriedade intelectual que podem ser difíceis de replicar internamente. A Anthropic está considerando construir seu próprio chip de IA, disseram fontes à Reuters em abril. No momento, porém, devido ao aumento da demanda por memória relacionada à IA, a margem de lucro da Broadcom em chips personalizados não é tão alta quanto a de alguns outros chips que ela fabrica, como “switches” de rede, disse Tan. Os chips de IA exigem grandes quantidades de memória de alta largura de banda, o que representa um desafio para as margens da Broadcom em produtos de chips de IA personalizados, afirmou Tan. Ele disse que a SK Hynix e a Samsung Electronics fornecem chips de memória para a Broadcom. — Foto: Levart_Photographer/Unsplash