Casos envolvem pênaltis não marcados e expulsões não concedidas, incluindo Messi. Paraguai também se queixa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Prince Adu, nº 25 de Gana, disputa a bola com Ezri Konsa, nº 2 da Inglaterra, dentro da área, durante a partida do Grupo L da Copa do Mundo da FIFA 2026 entre Inglaterra e Gana — Foto: Mattia Ozbot / Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 09:42 Seleções africanas criticam uso desigual do VAR na Copa 2026 Seleções africanas estão insatisfeitas com decisões do VAR na Copa do Mundo 2026, alegando tratamento desigual em relação a equipes tradicionais. Casos envolvendo árbitros brasileiros, como Wilton Pereira Sampaio, incluem pênaltis não marcados e expulsões ignoradas. Gana, Senegal e Egito protestam, enquanto a Argélia reclama da não-exclusão de Messi. Paraguai também se queixa de decisões inconsistentes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Seleções africanas têm reclamado da conduta de parte dos árbitros da Copa do Mundo 2026 em partidas contra grandes seleções. Jogadores, técnicos e torcedores protestam por pênaltis e expulsões não marcadas, e defendem que essa postura é desigual em relação a equipes tradicionais. Num dos casos mais recentes, as reclamações são pela conduta do árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio no confronto entre Senegal e Noruega na segunda-feira pela segunda rodada do Grupo I. No segundo tempo, o meia senegalês Gueye avançou na área, mas foi atingido no pescoço pelo braço do zagueiro norueguês David Moller Wolfe. Jogadores das suas seleções cercaram Sampaio, que escutou o VAR no fone mas não conferiu o replay do lance no monitor. O árbitro acabou marcando apenas tiro de meta, e não pênalti para o Senegal. 'VAR foi tomar café?' Outros dois lances aconteceram nesta terça-feira, na partida entre Gana e Inglaterra, que terminou num empate sem gols. No primeiro, o atacante Prince Kwabena Adu estava na área quando o zagueiro inglês Ezri Konsa atingiu seu joelho e o derrubou. O técnico ganês Carlo Queiroz insistiu que um pênalti deveria ter sido marcado, o que o hondurenho Saíd Martínez não fez, nem consultou o VAR. O segundo lance também foi contra Adu, numa bola dividida com o goleiro Pickford no segundo tempo. Para o treinador de Gana, o goleiro deveria ter sido expulso. 'O VAR foi tomar café?', ele questionou. "Não tenho certeza se o VAR ainda está funcionando na Copa do Mundo. Ainda temos VAR? Está funcionando?", afirmou Queiroz, em tom sarcástico. "Desculpe pelo meu sarcasmo, mas se eu disser essas coisas a sério, eles me punem, então espero que você entenda que estou brincando." O confronto entre Inglaterra e Gana provocou reclamações também dos paraguaios. Isso porque O inglês Jude Bellingham foi flagrado cobrindo a boca durante conversa com o atacante rival Jordan Ayew. A postura, porém, é vetada pela chamada "Lei Vini Jr.", estabelecida após insultos racistas ao jogador brasileiro durante uma partida da Liga dos Campões. Bellingham não foi punido. Os paraguaios reclamam porque o jogador Miguel Almirón foi punido por cobrir a boca durante partida contra a Turquia, e vai desfalcar o Paraguai na última partida da fase de grupos contra a Austrália, na próxima semana, jogo que decidirá se a seleção avançará ou não às fases eliminatórias. 'Se fosse contra nós...' Um dos casos envolveu o confronto entre Egito e Bélgica, pela primeira rodada do Grupo G, que terminou empatado em 1 a 1. Nos minutos finais da partida, o atacante Zizo invadiu a área e tentou cortar para passar pelo lateral belga De Cuyper, que interrompeu a jogada e chegou a envolvê-lo brevemente com os braços. Por causa do lance, o técnico egípcio, Hossam Hassan, acreditava que a equipe merecia um pênalti. Mas o árbitro brasileiro Ramon Abatti mandou o jogo seguir. Revoltado, Hassan reclamou com o quarto árbito, o peruano Kevin Ortega, e chegou a abraçá-lo. O craque Mohamed Salah precisou intervir para evitar uma punição. Em entrevista à televisão após o jogo, Hassan criticou duramente a decisão da arbitragem. "Tivemos um pênalti que era um milhão por cento claro. Estou chocado que o árbitro nem sequer tenha consultado o VAR. Se fosse contra nós, teria sido marcado. Estivemos perto da vitória — o Egito não é uma seleção pequena", disse ele, como destacou o USA Today. Vermelho para Messi? Outro lance que provocou irritação dos torcedores africanos foi a ausência de cartão vermelho a Lionel Messi na estreia da Argentina no Mundial, contra a Argélia. O lance em questão aconteceu por volta dos 31 minutos na derrota por 3 a 0 para Argentina. O camisa 10 argentino teria pisado na panturrilha de Aïssa Mandi durante uma disputa de bola, o que para seleção africana mereceria uma expulsão. A jogada aconteceu quando o placar do jogo já marcava 1 a 0. Em uma disputa de bola, Messi acaba acertando por trás o calcanhar de um atleta da Argélia. Mesmo com contestações no campo, o árbitro da partida, o polonês Szymon Marciniak, decidiu que aquele não era um lance para cartão e Messi seguiu em campo para marcar os outros dois gols da Argentina. Lance de Messi que poderia ter gerado cartão vermelho, na avaliação dos argelinos — Foto: Reprodução/FOX TV A federação de futebol da Argélia apresentou uma queixa formal à Fifa sobre a ausência de cartão vermelho a Messi. Em carta enviada à comissão de arbitragem da entidade, a federação argelina afirmou insatisfação com a decisão tomada pela equipe de arbitragem que atuou no primeiro confronto da Argélia no torneio. Na imprensa da Argélia, o lance teve repercussão negativa, com críticas à decisão da arbitragem do jogo. O “TSA Esporte” definiu o episódio como um “escândalo retumbante” de arbitragem e que Messi teria escapado de um cartão vermelho.
Tratamento desigual? Seleções africanas reclamam do VAR na Copa; casos envolvem dois árbitros brasileiros
Casos envolvem pênaltis não marcados e expulsões não concedidas, incluindo Messi. Paraguai também se queixa







