Johnny Depp está sumido. Galã excêntrico de Hollywood nos anos 1990 e 2000, o ator que deu vida a personagens bizarros de Tim Burton e ao carismático corsário Jack Sparrow na franquia bilionária "Piratas do Caribe" deixou de ser uma aposta segura dos grandes estúdios depois dos processos envolvendo sua ex-mulher, Amber Heard, entre 2016 e 2022, que o acusou publicamente de violência doméstica em um artigo. Ele venceu a ação de difamação movida contra a atriz.

Desde então, Depp se refugia na Europa. Estrelou o filme de época "A Favorita do Rei", sobre a amante do rei Luís 15 da França, que abriu o Festival de Cannes há três anos.

Depois, voltou à cadeira de diretor, quase 30 anos após seu primeiro e único filme, "O Bravo", no qual também atuou ao lado de Marlon Brando. Seu "Modi: Três Dias na Asa da Loucura", de dois anos atrás, sobre o pintor italiano Amadeo Modigliani, agora chega ao Brasil na programação da Festa do Cinema Italiano. O festival ocorre em diversas capitais, a partir desta quinta-feira (25) e, em São Paulo, segue até 1º de julho.

Em entrevista por email, o ator não respondeu às perguntas sobre sua relação atual com Hollywood. Ainda em 2021, em meio ao embate com Heard, ele reclamou dos boicotes que sofreu e, dois anos depois, em Cannes, disse que não precisava nem ligava mais para a grande indústria americana.