Rebeca Ramagem vive nos EUA desde setembro com o marido, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem, e as filhas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Rebeca e Alexandre Ramagem — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 08:30 Procuradora de Roraima afastada nos EUA alega perseguição política Rebeca Ramagem, procuradora de Roraima e esposa do ex-deputado Alexandre Ramagem, está afastada há 7 meses do trabalho, residindo nos EUA desde setembro. Com "licença-prêmio" e bloqueio salarial, ela alega perseguição política e quer retomar funções remotamente. Ramagem, condenado por trama golpista, fugiu clandestinamente para os EUA. A situação reflete tensões jurídicas e políticas em torno do caso. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Nos Estados Unidos com a família desde setembro, a procuradora do estado de Roraima Rebeca Ramagem recebeu uma "licença-prêmio" e teve o período longe do trabalho estendido pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RR) até 7 de julho. A mulher do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, considerado foragido após a condenação por participação na trama golpista, completou nesta terça-feira 218 dias — o equivalente a sete meses — afastada do serviço público. A informação foi publicada inicialmente pelo g1. A "licença-prêmio" foi concedida em 9 de maio, ao fim das férias de 78 dias de Rebeca. Somando férias, prorrogações, recesso forense e afastamentos não reconhecidos, a procuradora alcançará a marca de 233 dias sem trabalhar, ressaltou o portal. Pelas redes sociais, nesta terça, Rebeca ressaltou que não recebeu remuneração ao longo do período e disse sofrer uma "violação constitucional" por estar há sete meses com o salário suspenso e as contas bancárias bloqueadas. "Vale lembrar que férias, licenças e afastamentos legalmente concedidos possuem natureza remunerada. Trata-se de um direito assegurado pela legislação", defendeu ela, no post. Nos meses passados, Rebeca reiterou que desejava continuar trabalhando mesmo tendo o salário suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e uma perícia realizada por meio da telemedicina invalidada pela junta médica. Ela citou atividades “integralmente online” e tanto protocolos quanto audiências e despachos virtuais. Ao ser cobrada pela retomada do serviço presencial, a servidora argumentou que trabalha in loco desde 2016 e disse que “não há justificativa técnica e operacional para exigir presença física, quando a própria natureza do trabalho é remota”. — Eu estou pedindo para ir trabalhar, mesmo com o salário suspenso. Mantenho a minha disposição de exercer minhas funções por compromisso com o serviço público. Ainda assim, tentam me impedir de contribuir. Trata-se de um ato arbitrário, que reforça de forma inequívoca o cenário de perseguição política — disse a procuradora em vídeo publicado nas redes sociais. Lotada desde 2020 na Coordenadoria da Procuradoria-Geral do Estado de Roraima (PGE-RR) em Brasília, Rebeca atua em ações que tramitam nos tribunais superiores. A PGE-RR documentou que a procuradora não atua em regime remoto desde 2020, a pedido da própria. Rebeca estava de férias desde 17 de novembro, com sucessivos pedidos de prorrogação. De 20 de dezembro a 6 de janeiro, a PGE-RR entrou em recesso forense. Depois disso, a servidora apresentou um atestado médico solicitando licença de 60 dias, contados a partir de 22 de dezembro, mas o documento não foi reconhecido pela junta médica. Ela passou a precisar se explicar sobre as faltas entre 7 de janeiro e 20 de fevereiro. O GLOBO não conseguiu contato com a PGE-RR. Em nota ao g1, a Procuradoria disse que a licença-prêmio concedida à procuradora é referente ao período de cinco anos trabalhados entre março de 2020 e março de 2025. O benefício foi publicado em portaria interna no dia 6 de março e garantiu afastamento entre 9 de maio e 7 de julho de 2026, acrescentou o órgão. Fuga de Ramagem O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou em dezembro que Ramagem saiu do Brasil de "forma clandestina", sem passar por nenhum posto migratório. Foi via Guiana, saindo clandestinamente do Brasil, não passando por nenhum ponto migratório, embarcando do aeroporto de Georgetown para Miami, segundo Rodrigues. Segundo coluna da Malu Gaspar, do GLOBO, Ramagem chegou a Boa Vista no final da noite de 9 de setembro, dia em que Alexandre de Moraes leu o voto pela condenação dos oito réus do núcleo crucial da trama golpista. Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão. No dia seguinte, já estava na Guiana. No dia 11, pegou um voo direto de Georgetown para a Flórida, em Miami, onde entrou com passaporte diplomático de parlamentar e está até hoje com a mulher e as filhas. Os investigadores da PF descobriram a fuga de Ramagem quando foram verificar a localização de cada um dos condenados do núcleo crucial do plano golpista – entre os quais estão também Jair Bolsonaro, os generais Augusto Heleno, Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, o almirante Garnier e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Os seis não fugiram e cumprem a pena no Brasil.
Com 'licença-prêmio' da Procuradoria-Geral de Roraima, mulher de Ramagem chega a 7 meses sem trabalhar
Rebeca Ramagem vive nos EUA desde setembro com o marido, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem, e as filhas






