Li Qiang defendeu uma regulação mais rápida para tecnologias de ponta e afirmou que falhas na governança podem ter consequências graves 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Primeiro-ministro chinês alerta para risco de humanidade 'perder o controle' da inteligência artificial e defende regulação — Foto: Geoffroy Van der Hasselt/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 05:40 Primeiro-ministro chinês alerta para riscos da IA sem regulação O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, alertou para o risco de a humanidade "perder o controle" da inteligência artificial, caso não haja regulamentação rápida. Durante o "Davos de Verão" em Dalian, destacou o avanço tecnológico sem precedentes e os riscos éticos. A economia global enfrenta incertezas, agravadas por conflitos no Oriente Médio e tensões entre China e EUA. Li posicionou a China como um "porto seguro" em meio às crises. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O primeiro-ministro da China, Li Qiang, alertou nesta quarta-feira para o risco de a humanidade "perder o controle" de tecnologias de ponta, como a inteligência artificial (IA), caso os governos não avancem com rapidez na regulamentação do setor. A declaração foi feita durante a abertura da chamada "Reunião Anual dos Novos Campeões", conhecida como "Davos de Verão", realizada em Dalian, no nordeste do país. — A velocidade do progresso tecnológico não tem precedentes — afirmou Li, ao destacar que a inteligência artificial tem impulsionado a "eficiência da inovação". O premiê, porém, advertiu para os riscos associados ao avanço acelerado da tecnologia. — No entanto, não podemos ignorar os riscos cada vez mais evidentes de perder o controle da tecnologia e de cometer falhas éticas. Se a governança nessa área não conseguir acompanhar o ritmo, poderá haver consequências graves. As preocupações sobre os impactos da inteligência artificial têm crescido nos últimos anos. Especialistas apontam riscos relacionados ao mercado de trabalho, à segurança cibernética, ao uso militar da tecnologia e até à possibilidade de desenvolvimento de novas armas biológicas. Economia global enfrenta cenário de incerteza A discussão sobre inteligência artificial ocorreu em meio a preocupações mais amplas com a economia mundial. Durante o evento, participantes destacaram que os avanços tecnológicos podem impulsionar o crescimento econômico, mas também trazem desafios para governos e empresas. Mirek Dusek, diretor-gerente do Fórum Econômico Mundial (FEM), afirmou que a IA abre novas oportunidades em áreas como educação e saúde, mas destacou a necessidade de transformar esses avanços em benefícios concretos para a economia. — Fomos beneficiados por muitos avanços tecnológicos recentemente, mas o principal desafio para os tomadores de decisão em todo o mundo é realmente: como garantir que isso se reflita na economia real? O cenário global também é pressionado pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que tem afetado rotas marítimas no Oriente Médio, região estratégica para o fornecimento de petróleo. Segundo Dusek, a economia mundial enfrenta atualmente um "ambiente pouco favorável". O Banco Mundial reduziu recentemente sua previsão de crescimento global para este ano ao menor nível desde a pandemia de Covid-19. China se apresenta como 'porto seguro' Em seu discurso, Li Qiang afirmou que a China representa um fator de estabilidade diante das incertezas internacionais. — A economia chinesa é um porto seguro em um mundo que enfrenta múltiplas crises, entre elas a escassez global de energia e graves interrupções nas cadeias de produção e abastecimento. Segundo ele, o país "injetou uma valiosa dose de certeza em um mundo cada vez mais incerto". Apesar disso, a segunda maior economia do planeta enfrenta dificuldades para retomar o ritmo de crescimento observado nas décadas anteriores. O consumo doméstico fraco e a crise de endividamento do setor imobiliário continuam pesando sobre a atividade econômica. Especialista vê risco real de conflito entre China e EUA Durante o encontro, o professor Graham Allison, da Escola Kennedy de Harvard, afirmou que uma guerra entre China e Estados Unidos continua sendo uma possibilidade concreta. Conhecido por popularizar a teoria da "armadilha de Tucídides", segundo a qual conflitos tendem a surgir quando uma potência emergente desafia uma potência estabelecida, Allison disse, porém, ver motivos para cautela e otimismo. Segundo ele, a recente aproximação entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump pode ajudar a reduzir o risco de confronto entre as duas maiores economias do mundo. — Xi entende isso claramente — afirmou Allison ao comentar uma referência feita pelo líder chinês ao conceito durante uma reunião recente com o presidente americano.
Primeiro-ministro chinês alerta para risco de humanidade 'perder o controle' da inteligência artificial e defende regulação
Li Qiang defendeu uma regulação mais rápida para tecnologias de ponta e afirmou que falhas na governança podem ter consequências graves






