PUBLICIDADE Da imprensa sensacionalista às redes sociais, a visibilidade das parceiras de jogadores revela mudanças na forma como o futebol é consumido, analisa Cacau Oliver, especialista em branding digital 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Victoria Beckham e a era das WAGs: quando os bastidores da Copa viraram manchete — Foto: Getty Images RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 17:02 WAGs: De Acompanhantes a Influenciadoras na Copa de 2026 A expressão WAGs, sigla para "wives and girlfriends" de jogadores, ganhou destaque global durante a Copa de 2006, impulsionada por figuras como Victoria Beckham. Segundo Cacau Oliver, especialista em branding digital, as WAGs simbolizam a transformação do futebol em um espetáculo de consumo e estilo de vida. Na Copa de 2026, essas mulheres são mais do que acompanhantes, destacando-se por suas próprias marcas e influência. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Antes de virar um termo conhecido na imprensa internacional, WAGs era apenas uma sigla em inglês para wives and girlfriends, esposas e namoradas de jogadores. A expressão já circulava na imprensa britânica no início dos anos 2000, mas explodiu durante a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, quando as parceiras da seleção inglesa passaram a ser acompanhadas quase como personagens de um reality show fora dos gramados. Naquele Mundial, a seleção inglesa ficou concentrada em Baden-Baden, mas a atenção dos tabloides não estava apenas nos treinos e nos jogos. Saídas para compras, looks, hotéis, restaurantes e bastidores das esposas e namoradas dos jogadores passaram a render manchetes diárias. O que antes era presença familiar virou espetáculo paralelo ao futebol. Victoria Beckham acabou se tornando o rosto mais conhecido dessa era. Já famosa como integrante das Spice Girls e casada com David Beckham, então capitão da Inglaterra, ela virou alvo constante da imprensa durante a Copa de 2006. Foi nesse contexto que uma reclamação atribuída a ela ganhou força nos tabloides: "um cachorro recebe tratamento melhor". A frase, dita após um atraso em um voo fretado, ajudou a alimentar a imagem de luxo, exigência e polêmica que passou a cercar as WAGs. Para o jornalista e especialista em branding digital Cacau Oliver, o fenômeno não surgiu por acaso. "O futebol nunca vendeu apenas o jogo. Ele sempre vendeu estilo de vida, desejo e consumo. Com as WAGs, as esposas dos jogadores deixaram de ser presença nas arquibancadas e passaram a gerar manchete, moda, comportamento e audiência própria", analisa. A partir dali, WAGs deixou de ser apenas uma descrição e virou uma categoria midiática. A sigla passou a misturar glamour, consumo, rivalidade, exposição e julgamento. Mesmo quando muitas dessas mulheres já tinham carreira, fama ou negócios próprios, a imprensa passou a enquadrá-las principalmente pela relação com os jogadores. Na Copa de 2026, não é diferente. Georgina Rodríguez, companheira de Cristiano Ronaldo, chega ao torneio como estrela de reality, empresária e presença constante na moda internacional. Antonela Roccuzzo, mulher de Lionel Messi, também aparece nesse mapa de atenção por transformar bastidores familiares e aparições públicas em cenas de grande repercussão nas redes. No Brasil, Bruna Biancardi também surge nesse novo recorte, em que a vida fora de campo virou parte do consumo global da Copa. Copa do Mundo impulsiona fama das mulheres dos jogadores da Seleção Brasileira nas redes 1 de 20 Bruna Biancardi esposa de Neymar Jr. — Foto: Reprodução Instagram 2 de 20 Gabriely Miranda esposa do Endrick — Foto: Reprodução/Instagram X de 20 Publicidade 20 fotos 3 de 20 Natália Becker esposa do goleiro Alisson — Foto: Reprodução/ Instagram 4 de 20 Anna Mariana esposa do jogador Casemiro — Foto: Getty Images X de 20 Publicidade 5 de 20 Isabella Rousso namorada de Gabriel Martinelli — Foto: Reprodução/Instagram 6 de 20 Karoline Lima namorada de Léo Pereira — Foto: Reprodução/Instagram X de 20 Publicidade 7 de 20 Letícia Carvalho esposa de Igor Thiago — Foto: Reprodução/Instagram 8 de 20 Carol Cabrino casada com o jogador Marquinhos — Foto: Reprodução/Instagram X de 20 Publicidade 9 de 20 Tammy Parisoto esposa de Luiz Henrique — Foto: Reprodução/Instagram 10 de 20 Gabrielle Figueiredo casada com Gabriel Magalhães — Foto: Reprodução/Instagram X de 20 Publicidade 11 de 20 Ana Lídia esposa de Bruno Guimarães — Foto: Reprodução/Instagram 12 de 20 Jaqueline Maoski esposa do goleiro Weverton — Foto: Reprodução/Instagram X de 20 Publicidade 13 de 20 Lais Moraes esposa do goleiro Ederson — Foto: Reprodução/Instagram 14 de 20 Déborah Claudino casada com Bremer — Foto: Reprodução/Instagram X de 20 Publicidade 15 de 20 Cristiane Santos esposa de Douglas Santos — Foto: Reprodução/Instagram 16 de 20 Bruna Ibañez casada com Ibañez — Foto: Reprodução/Instagram X de 20 Publicidade 17 de 20 Duda Fournier esposa de Lucas Paquetá — Foto: Reprodução/Instagram 18 de 20 Eduarda Santos, casada com Rayan — Foto: Reprodução/ Instagram X de 20 Publicidade 19 de 20 Rebeca Tavares casada com Fabinho — Foto: Reprodução/Instagram 20 de 20 Leticia Carvalho esposa de Igor Thiago — Foto: Reprodução/ Instagram X de 20 Publicidade Companheiras dos atletas transformam a visibilidade do universo esportivo em espaço próprio no entretenimento digital Para Cacau, a Copa de 2026 confirma que as WAGs deixaram de ser apenas uma curiosidade dos tabloides britânicos. "Hoje, essas mulheres não aparecem apenas porque estão ao lado de grandes jogadores. Elas têm audiência, posicionamento, marcas e influência própria. A Copa amplia tudo isso porque transforma cada imagem, cada aparição e cada bastidor em conteúdo global. O futebol moderno também é disputado fora de campo, na imagem, na narrativa e na atenção do público", conclui.
'Um cachorro recebe tratamento melhor': entenda como frase de Victoria Beckham ajudou a popularizar o termo WAGs
Da imprensa sensacionalista às redes sociais, a visibilidade das parceiras de jogadores revela mudanças na forma como o futebol é consumido, analisa Cacau Oliver, especialista em branding digital










