Mais de 700 civis foram mortos pelo Exército de Mianmar durante o período eleitoral, de agosto de 2025 a janeiro de 2026, de acordo com um relatório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos lançado na segunda-feira (22).
A junta militar de Mianmar organizou eleições legislativas em dezembro de 2025 e janeiro de 2026 e as apresentou, após cinco anos de regime autoritário, como um retorno à democracia.
Mas a votação não pôde ser realizada em vastas áreas controladas por opositores rebeldes do regime e, ao final, resultou em uma vitória esmagadora e sem oposição dos partidos alinhados ao Exército.
"Entre as vítimas, 224 eram mulheres e 153 crianças", diz o relatório do escritório de direitos humanos, acrescentando que a principal causa das mortes de civis foram bombardeios aéreos, em ataques realizados com jatos de combate e drones.
Questionada sobre quem era responsável pelas mortes, a porta-voz Ravina Shamdasani disse à agência AFP que "essas mortes são atribuíveis ao Exército de Mianmar".









