Republicanos se rebelam contra Trump ao endossar voto da Câmara, mas poder legal da resolução é discutível Prédio do Capitólio, em Washington — Foto: Reprodução: Nikkei Asia O Senado dos Estados Unidos, de maioria republicana, aprovou nesta terça-feira (23) uma legislação para interromper a ação militar americana contra o Irã, embora ainda não esteja claro qual será seu impacto sobre a guerra, enquanto o governo do presidente Donald Trump negocia um acordo de paz com a República Islâmica. O Senado aprovou a resolução por 50 votos a 48. A medida já havia sido aprovada pela Câmara dos Representantes no início deste mês, refletindo uma crescente preocupação, inclusive entre alguns republicanos aliados de Trump, com o conflito impopular iniciado em 28 de fevereiro. A votação ocorreu praticamente segundo linhas partidárias, com quatro republicanos se juntando a todos os democratas, exceto um, em apoio à proposta. Dois republicanos não participaram da votação. A resolução determina que Trump retire as forças armadas dos EUA das hostilidades contra o Irã, mas é provável que permaneça apenas como uma votação simbólica. De acordo com a Lei dos Poderes de Guerra de 1973, a medida não é encaminhada à Casa Branca para sanção presidencial. No entanto, a Casa Branca tem insistido que a legislação é inconstitucional e, portanto, não é juridicamente vinculante. Especialistas jurídicos afirmam que a questão continua sendo objeto de disputa legal e provavelmente será decidida pelos tribunais. “O Poder Executivo provavelmente ignorará a resolução com base em argumentos constitucionais, e não está claro quem teria legitimidade para entrar com uma ação judicial para fazê-la cumprir”, afirmou Scott Anderson, pesquisador sênior da Brookings Institution e editor sênior da publicação jurídica online Lawfare.
Congresso dos EUA aprova resolução simbólica contra guerra no Irã
Republicanos se rebelam contra Trump ao endossar voto da Câmara, mas poder legal da resolução é discutível










