Sinais de contração na atividade econômica na zona do euro também contribuíram para o pessimismo O mau humor global no setor de tecnologia pressionou os índices acionários europeus nesta terça-feira (23), que encerraram em leve queda. Os receios com os crescentes gastos em inteligência artificial, somados à perspectiva de políticas monetárias mais restritivas em nível internacional, direcionaram o rumo das negociações hoje. Sinais de contração na atividade econômica na zona do euro também contribuíram para o pessimismo. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou em queda de 0,57%, aos 635,64 pontos, o DAX, de Frankfurt, recuou 0,98%, aos 24.893,58 pontos, o FTSE 100, de Londres, perdeu 0,09%, aos 10.428,85 pontos, e o CAC 40, de Paris, cedeu 0,71%, aos 8.340,71 pontos. O setor de tecnologia (-3,41%) passa por uma liquidação em nível global, iniciada ontem nos Estados Unidos, com um forte ajuste de posições em "big techs". O movimento se alastrou para os mercados asiáticos, em especial na Coreia do Sul, e ganhou tração ao também contaminar as ações de chips e semicondutores. Os crescentes gastos em inteligência artificial, somados à perspectiva de políticas monetárias mais restritivas, levaram a uma liquidação em ações de tecnologia, que já mostravam uma alta rentabilidade nos últimos meses e posições consideravelmente cheias (“crowded”). As leituras contracionistas dos índices gerentes de compra (PMI) no continente europeu, apesar de algumas melhoras em relação ao mês anterior, como foi o caso na França, também contribuíram para o pessimismo no mercado. A atividade do setor privado da zona do euro encolheu pelo terceiro mês consecutivo em junho, embora em um ritmo mais lento, já que uma modesta recuperação na demanda por turismo e lazer não foi suficiente para compensar totalmente a queda. As discussões em torno da política monetária também permanecem no radar. As apostas por uma restrição nos juros pelo Banco Central Europeu (BCE) recuaram pelo segundo dia consecutivo, enquanto há uma perspectiva crescente de que o Federal Reserve (Fed) elevará as taxas mais cedo neste ano, com o consenso apontando para a reunião de setembro. — Foto: Cyril Marcilhacy/Bloomberg
Bolsas europeias recuam pressionadas por 'tech' e rumo da política monetária global
Sinais de contração na atividade econômica na zona do euro também contribuíram para o pessimismo







