Itamaraty confirmou ao GLOBO que acompanha o caso do paraense de 23 anos e mantém contato com sua família e com as autoridades russas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Herik Ferreira Soares aparece em vídeo após ser capturado por forças russas na Ucrânia; brasileiro afirma que foi enviado à linha de frente após falsa promessa de trabalho — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 11:00 Brasileiro é capturado na Ucrânia após falsa oferta de trabalho O brasileiro Herik Ferreira Soares, de 23 anos, foi capturado por forças russas na Ucrânia após aceitar uma falsa oferta de trabalho. Em vídeo, ele pede perdão à mãe por não ter seguido seus conselhos, alertando outros brasileiros sobre os perigos de se alistar em conflitos estrangeiros. O Itamaraty acompanha o caso e mantém contato com sua família e autoridades russas, destacando os riscos do recrutamento internacional. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O brasileiro de 23 anos Herik Ferreira Soares, natural de Castanhal, no Pará, foi capturado e feito refém por forças militares russas durante a guerra contra a Ucrânia. O caso veio à tona após a publicação de um vídeo em que o jovem aparece chorando e diz ter sido enganado por uma promessa de trabalho. Ao GLOBO, o Ministério das Relações Exteriores confirmou que acompanha a situação. O Itamaraty informou que, por meio da Embaixada do Brasil em Moscou, está em contato com a família do paraense e presta assistência consular. Na gravação, Herik afirma que aceitou viajar para a Ucrânia acreditando que trabalharia em uma função de apoio, longe dos combates, mas acabou sendo enviado para a linha de frente. — Eles mentiram para mim e me enviaram para a linha de frente, para um confronto intenso. Não era isso que tinham prometido. Meu serviço não era de combatente — diz. Veja o vídeo abaixo: Brasileiro é capturado por forças russas e relata ter sido enganado por promessa Depois disso, o jovem relata que se arrepende da decisão. Segundo ele, estrangeiros são tratados como “descartáveis” e usados para suprir as necessidades das tropas locais, citando brasileiros, colombianos, peruanos e argentinos entre os que estariam nessa situação. Herik também enviou um recado emocionado para a família em que pede perdão por não ter seguido os conselhos por ter decidido voltar à Ucrânia depois de passar um período no Brasil no ano passado. — Mãe, me perdoa por não ter escutado o que a senhora disse e por ter voltado para esse inferno. Pense bem antes de vir para cá e perder algo muito maior, que é a sua família. Não compensa vir atrás de dinheiro sujo, um dinheiro que não vale a pena. Não deixe a segurança da sua família para participar de uma guerra que não é sua. — afirma. Em nota, o ministério destacou que a assistência a brasileiros envolvidos em forças armadas estrangeiras possui particularidades relacionadas às obrigações assumidas no momento do alistamento e às circunstâncias do conflito e desaconselhou a participação de brasileiros em guerras no exterior. Ao longo da gravação, Herik também faz um apelo para que outros brasileiros não se alistem no conflito em busca de dinheiro. Segundo ele, a promessa de ganhos financeiros não compensa os riscos da guerra nem o sofrimento imposto às famílias de quem decide participar dos combates. O caso ocorre em meio aos alertas feitos pelo próprio governo brasileiro sobre o recrutamento de cidadãos para atuar em conflitos armados no exterior. Em comunicado divulgado em fevereiro deste ano, o Itamaraty recomendou que brasileiros recusem convites para integrar forças estrangeiras ou aceitar ofertas de trabalho relacionadas à guerra, destacando que pessoas alistadas podem enfrentar dificuldades para deixar os combates e que a assistência consular pode ser limitada pelas obrigações assumidas no momento do recrutamento. Até o momento, o Itamaraty não informou em que condições Herik está detido nem se há tratativas para uma eventual repatriação do brasileiro.
Vídeo: Brasileiro é capturado por forças russas na Ucrânia e relata ter sido enganado por promessa de trabalho 'Mãe, me perdoa por não ter escutado’
Itamaraty confirmou ao GLOBO que acompanha o caso do paraense de 23 anos e mantém contato com sua família e com as autoridades russas






