0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Programa de renegociação de dívidas pode ser uma das explicações para melhora na percepção do brasileiro em relação a economia — Foto: Pexels RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 09:53 Otimismo financeiro cresce no Brasil; Desenrola 2 é destaque Apenas 12% dos brasileiros acreditam que sua situação financeira vai piorar, enquanto 51% estão otimistas. O programa Desenrola 2 do governo, voltado à renegociação de dívidas, pode ter influenciado essa mudança de perspectiva. Pesquisa do Datafolha mostra que a expectativa de melhora econômica subiu de 30% para 36%. Apesar do alto endividamento e juros elevados, os brasileiros veem alívio com a queda nos preços do petróleo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Apenas 12% dos brasileiros estão pessimistas em relação à própria situação financeira. A maioria, 51%, acredita que ela vai melhorar. O programa do governo para renegociação de dívidas, o Desenrola 2, pode ser uma das explicações para a melhora das expectativas dos brasileiros em relação às finanças pessoais e à economia como um todo, apontada por pesquisa do Datafolha. Entre os levantamentos de março e junho, houve um aumento de seis pontos percentuais — de 30% para 36% — na parcela dos entrevistados que acredita que a economia vai melhorar. Já o grupo que avalia que a situação econômica vai piorar encolheu nove pontos percentuais, passando de 35% para 26%, uma queda expressiva. O Brasil continua altamente endividado. Mas o governo lançou um programa de renegociação de dívidas que pode estar produzindo efeitos sobre a percepção das famílias. Nas conversas com economistas, muitos deles avaliam que o elevado nível de endividamento está relacionado, em grande medida, aos juros altos. Outro fator que pode ajudar a explicar esse fenômeno é o aumento dos gastos das famílias com as bets, as plataformas de apostas online, que têm absorvido parte importante da renda dos brasileiros. Há também preocupação com o patamar elevado das taxas de juros. Em conversa nesta segunda-feira, o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga afirmou considerar que os juros estão, de fato, altos demais, o que pode levar a uma crise de crédito. Ele não acha que a Selic deve ser reduzida por isso. É preciso criar as condições para que os juros caiam. E, quando economistas falam em criar condições, geralmente estão se referindo à redução dos gastos públicos e do déficit fiscal, fatores que contribuem para uma queda mais consistente das taxas. A crise de crédito mencionada por Arminio seria justamente um desdobramento do elevado endividamento das famílias. Quando os consumidores deixam de conseguir pagar suas dívidas, o problema se espalha para o varejo. As empresas passam a enfrentar dificuldades financeiras, comprometem o pagamento a fornecedores e o processo pode desencadear um efeito dominó sobre a economia. Esse é o temor dos economistas. Apesar disso, a pesquisa revela uma sensação de alívio entre os brasileiros. Vale lembrar que o levantamento anterior foi realizado em 5 de março, logo após o início da Guerra no Oriente Médio, quando o aumento do preço do petróleo elevava as preocupações com a inflação e a atividade econômica. Esse cenário começou a melhorar nas últimas semanas. O avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã tem reduzido as tensões e contribuído para a queda das cotações do petróleo. Ontem, o barril chegou a US$ 77. Trata-se de uma pressão a menos sobre a economia. Ainda assim, 2026 continua sendo um ano desafiador, especialmente em razão das incertezas externas. O conflito no Oriente Médio complicou significativamente o cenário econômico global. O que a pesquisa mostra, porém, é que os brasileiros percebem uma melhora. Ainda há uma parcela importante de pessimistas, mas o pessimismo diminuiu.
Humor mudou: apenas 12% dos brasileiros acreditam que sua vida financeira vai piorar
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