Em uma rara admissão do impacto dos ataques com drones ucranianos contra a Rússia, o presidente Vladimir Putin disse nesta terça-feira (23) que as ações de Kiev visam "desestabilizar a sociedade russa e criar incertezas sobre as Forças Armadas".
Embora a afirmação seja um truísmo, não é algo trivial por parte de Putin e demonstra que a escalada contra alvos cada vez mais distantes no território russo e no entorno de Moscou preocupa o longevo líder do Kremlin. Ele também pediu mais medidas de proteção às cidades de seu país.
Putin falava a cadetes de academias militares em um evento na sede do governo. Como seria previsível, manteve o discurso otimista em relação ao campo de batalha na Ucrânia, país que invadiu em 2022 e do qual controla cerca de 20% dos territórios.
Disse também que as ondas de ataques contra alvos civis impossibilitam o diálogo com Volodimir Zelenski, sem citar os bombardeios russos contra o vizinho. Nesta terça, três pessoas morreram em Krivii Rih, cidade natal do presidente ucraniano.
Mais tarde, numa reunião de governo, Putin disse que aceitaria conversas com base nos acordos que se desenhavam em março de 2022 em Istambul, no primeiro mês da guerra. Com incentivo ocidental, Zelenski os deixou por serem favoráveis aos russos.











