Parte das mesmas peças já havia sido apreendida em operação de 2018 sobre supostas irregularidades no estádio da Fonte Nova, em Salvador, segundo a defesa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Dinheiro vivo e coleção de relógios apreendidos pela PF em endereço de Jaques Wagner — Foto: Reprodução/ Polícia Federal RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 06:04 PF investiga autenticidade de relógios apreendidos ligados a Jaques Wagner A Polícia Federal investiga a autenticidade de 13 relógios apreendidos em um hotel associado ao senador Jaques Wagner (PT-BA), em Brasília. Entre as marcas, estão Patek Philippe e Cartier. Se originais, podem valer até R$ 500 mil. A defesa de Wagner menciona a presença de réplicas e alega que alguns relógios já foram devolvidos após apreensão em 2018. A operação Compliance Zero apura suspeitas de corrupção e fraude financeira envolvendo Wagner e o Banco Master. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Polícia Federal vai fazer uma perícia para verificar a autenticidade dos 13 relógios apreendidos no quarto de hotel onde costumava ficar o senador Jaques Wagner (PT-BA) em Brasília. Ele foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga possíveis crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Em uma análise preliminar, os investigadores perceberam que alguns relógios são aparentemente de marcas valiosas, como Patek Philippe, Cartier e Hublot. Caso sejam originais, alguns desses modelos podem chegar a custar até cerca de R$ 500 mil. Dois especialistas consultados pelo GLOBO confirmaram que há peças dessas três grifes ao analisar a imagem das peças apreendidas. A defesa de Wagner informou que entre os relógios há réplicas e originais, não sabendo especificar quais deles seriam de cada tipo. Os advogados também disseram que alguns já haviam sido, inclusive, apreendidos durante a Operação Cartão Vermelho, de 2018, e posteriormente devolvidos ao senador. A investigação que apurou supostas irregularidades na administração do estádio Fonte Nova, em Salvador, acabou sendo arquivada no início de 2025. Nesta segunda-feira, a defesa do senador também entrou com uma ação para anular os mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, na operação Compliance Zero. Segundo o advogado Pablo Domingues, a medida foi calcada em “equívocos”, uma vez que o senador apresentou, segundo ele, uma emenda que contraria os interesses do Master. Na decisão, o ministro do STF escreveu que há indícios de que o petista recebeu favores “econômicos” de um ex-sócio do banco para atuar em prol do Master no Congresso Nacional, o que Wagner nega. “A defesa confia que o Supremo Tribunal Federal (STF) corrigirá os equívocos e reafirma a tranquilidade do senador quanto à sua conduta”, diz a nota do advogado. Os relógios devem passar nos próximos dias pela análise da chamada perícia merceológica (de mercadorias e bens) no Instituto Nacional de Criminalística (INC), que vai identificar a sua autenticidade e valor de mercado. Se for encontrada alguma pedra preciosa, a peça também pode ser avaliada por um perito de geologia. Esta não é a primeira vez que a PF apreende uma coleção de relógios com o senador. Em 2018, os agentes apanharam 15 em seu apartamento no âmbito da Operação Cartão Vermelho. Na ocasião, o petista disse que gostava de relógios, mas que as peças eram "réplicas da China". Em 2017, o delator e ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht Claudio Melo Filho chegou a contar ao Ministério Público Federal que deu a Wagner dois relógios das marcas Hublot e Corum - avaliados em US$ 20 mil dólares e US$ 4 mil ao senador. Segundo ele, os objetos eram um presente de aniversário. "O Sr. Jaques Wagner gosta de relógio, é meio notório, todo mundo sabia disso, eu pessoalmente sabia", disse o delator a procuradores, em 2018. "A preocupação não foi com o valor, foi com o simbolismo. Depois, ele me agradeceu, mas pessoalmente nunca o vi usando", acrescentou. Além da coleção de relógios, a PF apreendeu dois celulares de Wagner e cerca de R$ 479 mil em espécie. O montante foi encontrado em notas de dólar e euro no hotel em Brasília e no apartamento do senador em Salvador. O parlamentar explicou que boa parte desse dinheiro se refere a diárias pagas pelo Senado em função de viagens ao exterior. — Eu viajei para o exterior, mandei até levantar. E, de 2019 pra cá, eu recebi de diárias aproximadamente US$ 70 mil dólares, e outras vezes que eu fui viajar eu comprei via Banco do Brasil, onde eu tenho conta, dólares ou euro, para fazer a viagem. Então, eu não tenho nenhuma coisa para esconder — afirmou o senador, em entrevista à BandNews. O parlamentar também afirmou que está "absolutamente tranquilo" em relação às investigações e negou qualquer irregularidade. — Nunca recebi dinheiro de ninguém, muito menos do Master ou do Augusto Lima. Então, eu estou absolutamente à vontade — disse ele, na entrevista, referindo-se ao ex-sócio do Banco Master que também foi alvo da operação. No despacho que autorizou as buscas, André Mendonça escreveu que a PF apontou Wagner como o "beneficiário central" de "vantagens econômicas" pagas por Lima em troca da sua atuação no Congresso Nacional em prol da instituição financeira. Entre esses benefícios, estariam pagamentos de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, o uso de aeronaves particulares e ingressos para um show internacional.
Patek Philippe, Cartier e Hublot: PF analisa se 13 relógios apreendidos em endereço de Jaques Wagner são originais ou réplicas
Parte das mesmas peças já havia sido apreendida em operação de 2018 sobre supostas irregularidades no estádio da Fonte Nova, em Salvador, segundo a defesa










