Um juiz norte-americano concluiu que a Administração Trump exigiu ilegalmente informações a vários responsáveis do Minnesota no auge da sua ofensiva contra a imigração no estado, no início deste ano, determinando que o Departamento de Justiça tinha abusado do processo de investigação.A decisão do juiz federal Patrick Schiltz, sediado no Minnesota, anulou as intimações dirigidas ao gabinete do governador democrata do estado, Tim Walz, e a cinco outros órgãos locais e estaduais, de acordo com uma ordem tornada pública nesta segunda-feira.Isto suspende efectivamente uma investigação levada a cabo pelo Departamento de Justiça (DOJ, na sigla original) do Presidente Donald Trump para apurar se as autoridades democratas tinham impedido a aplicação da legislação de imigração ao oporem-se publicamente ao envio de milhares de agentes para realizar operações de detenção e deportação.Schiltz, nomeado pelo ex-presidente republicano George W. Bush, escreveu que a justificação jurídica do Departamento de Justiça para a investigação era “ridícula”. Na decisão proferida a 17 de Junho e tornada pública nesta segunda-feira, escreveu: “O Tribunal considera que o objectivo principal das intimações contestadas é coagir as autoridades do Minnesota a ajudar o Governo federal na aplicação da legislação civil em matéria de imigração e a assediá-las e retaliar contra elas por não o fazerem.”Um porta-voz do Departamento de Justiça afirmou que o departamento “leva extremamente a sério a obstrução ilegal das operações de aplicação da lei federal e continuará a agir em total conformidade com a lei para investigar estes assuntos”.Intimações sobre aumento da imigraçãoO aumento do fluxo migratório levou a inúmeros confrontos violentos com residentes e activistas na área de Mineápolis, incluindo dois que resultaram nos homicídios de dois cidadãos norte-americanos por agentes federais em Janeiro: Renee Good, mãe de três, atingida a tiro no dia 7 de Janeiro em Mineápolis; e Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos, morto a 24 de Janeiro na mesma cidade.