Desenvolvedores de IA estão correndo para garantir componentes essenciais à construção de data centers cada vez mais caros A Micron é uma das principais fornecedoras de memória de alta largura de banda — Foto: Bloomberg A Micron Technology anunciou, nesta segunda-feira (22), que assinou um acordo com a Anthropic que inclui o fornecimento de produtos de memória e armazenamento, além de um investimento estratégico na mais recente rodada de financiamento da empresa de inteligência artificial, que se prepara para abrir o capital. Desenvolvedores de IA estão correndo para garantir componentes essenciais à construção de data centers cada vez mais caros, enquanto fabricantes buscam aproveitar a forte demanda por memória de alta largura de banda e armazenamento usados no treinamento e na operação de modelos avançados de inteligência artificial. “Nossa estratégia de computação depende de acertarmos em todos os elementos da infraestrutura, e a memória e o armazenamento são fundamentais para a eficiência com que conseguimos treinar e operar o Claude”, disse Tom Brown, cofundador e diretor de computação da Anthropic. O Claude é o modelo de IA criado pela Anthropic. A desenvolvedora assinou, nos últimos meses, vários acordos importantes para garantir mais capacidade computacional, incluindo parcerias com a CoreWeave, a Broadcom e a SpaceX. A Micron, uma das principais fornecedoras de memória de alta largura de banda, afirmou que trabalhará com a Anthropic para analisar o desempenho dos sistemas de memória e armazenamento em cargas de trabalho de IA e sua interação com o conjunto mais amplo da infraestrutura. A fabricante de chips de memória informou que já implantou modelos do Claude internamente, aplicando-os a casos de uso de codificação e agentes nas áreas de engenharia, manufatura e funções corporativas. A empresa espera expandir essas implantações. Os termos financeiros do acordo de fornecimento e do investimento da Micron na Série H da Anthropic não foram divulgados. A Anthropic, empresa por trás do assistente de programação que viralizou, o Claude Code, informou, em 1º de junho, que havia apresentado, de forma confidencial, um pedido de oferta pública inicial de ações (IPO) nos Estados Unidos, após levantar US$ 65 bilhões na Série H, com a empresa sendo avaliada em US$ 965 bilhões.