A Justiça do Rio de Janeiro aceitou denúncia e tornou Jorge Luiz Fernandes, ex-chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro (PL) na Câmara de Vereadores da capital fluminense, e outros seis ex-assessores réus por suposta participação em esquema de “rachadinha”. Eles responderão pelos crimes de organização criminosa e peculato, de acordo com a decisão do juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa do TJ-RJ.

De acordo com as investigações do MP estadual, o grupo participava de esquema de devolução ilegal de parte dos salários de servidores ao responsável pela nomeação aos cargos, Jorge Luiz, em fraude que teria movimentado cerca de 1,9 milhão de reais entre 2005 e 2021 — ou seja, desde o primeiro mandato do filho de Jair Bolsonaro (PL) na Casa.

Ao receber a denúncia, o magistrado do caso destacou a existência de “justa causa” para dar seguimento ao processo. Os acusados têm 10 dias para apresentar suas defesas.

Nomeado para a chefia do gabinete de Carlos em 2018, Jorge Luiz Fernandes seria o “líder e mentor da organização”, tendo articulado a contratação dos demais denunciados. Entre os acusados que viraram réus, está a esposa dele, Regina Célia, que, segundo as investigações, repassou mais de 800 mil reais para a conta do marido. Outra assessora, Juciara da Conceição Raimundo da Cunha, teria movimentado cerca de 650 mil reais, entre saques e transferências para Jorge.