Analistas destacam os contínuos ganhos de participação de mercado e a capacidade da instituição de sustentar um crescimento resiliente nos lucros mesmo em um ambiente macroeconômico mais desafiador Sede do BTG — Foto: Divulgação O J.P. Morgan elevou a recomendação para as units do BTG Pactual (BPAC11) de neutra para compra, destacando os contínuos ganhos de participação de mercado e a capacidade da instituição de sustentar um crescimento resiliente nos lucros mesmo em um ambiente macroeconômico mais desafiador. Os analistas também elevaram o preço-alvo de R$ 61 por unit para dezembro de 2026 para R$ 66 por unit em dezembro de 2027, o que representa potencial de valorização de aproximadamente 35%. Por volta das 15h45, as units do BTG Pactual subiam 3,30%, a R$ 52,32, enquanto o Ibovespa avançava 1,32%, aos 170.548 pontos. Na avaliação do banco americano, as units negociam atualmente a 8,3 vezes o lucro estimado para 2027, nível considerado atrativo diante da projeção de crescimento anual composto de cerca de 20% do lucro por ação (EPS, na sigla em inglês) entre 2025 e 2027. O papel também é negociado a 2,3 vezes o valor patrimonial projetado para 2026, para um retorno sobre o patrimônio (ROE) estimado entre 25% e 26%. “Embora o papel não esteja tão barato quanto em dezembro de 2024, quando negociava a cerca de 1,7 vez o valor patrimonial e sete vezes o lucro projetado, o negócio é hoje de maior qualidade, com ROE [retorno sobre o patrimônio] acima de 25%, ante aproximadamente 22% naquela época”, escrevemm os analistas. “Consideramos a combinação de qualidade e liquidez bastante atrativa nos níveis atuais.” O relatório destaca que o BTG vem ampliando participação em diversas linhas de negócio, como banco de investimento, corretagem e crédito corporativo, e avalia que esse movimento deve continuar nos próximos anos, mesmo em um ambiente de atividade econômica mais fraca. Segundo os analistas, a combinação entre gestão de recursos, gestão de fortunas e crédito corporativo torna a composição de receitas mais resiliente, reduzindo a dependência de áreas mais sensíveis ao ciclo econômico. O J.P. Morgan também ressalta que a participação do BTG nos lucros do sistema bancário brasileiro aumentou de 2,4% em 2019 para 8,3% no primeiro trimestre de 2026, evidenciando o fortalecimento da franquia ao longo dos últimos anos. O BTG permanece como a principal escolha do J.P. Morgan entre as empresas ligadas ao mercado de capitais. A instituição também manteve recomendação “overweight” (equivalente à compra) para a XP, citando o potencial de valorização em um cenário de queda dos juros no Brasil.