Maresia, areia e umidade exigem atenção extra para preservar a durabilidade e a segurança dos equipamentos de mobilidade elétrica Divulgação — Foto: Divulgação Com a popularização dos autopropelidos e bicicletas elétricas nas cidades litorâneas, cresce também a necessidade de orientar usuários sobre os cuidados específicos que esse tipo de ambiente exige. Seja para deslocamentos diários, passeios na orla ou trajetos entre praia, trabalho e comércio, fatores como maresia, areia e alta umidade podem impactar diretamente a conservação dos equipamentos. O movimento acompanha o crescimento da mobilidade elétrica no Brasil. Dados da Abraciclo mostram que os modelos elétricos foram o grande destaque de abril de 2026, consolidando-se como a segunda categoria mais produzida do país, com 6.768 unidades fabricadas. Nas regiões litorâneas, porém, o uso frequente exige alguns cuidados extras. A maresia, formada por partículas de água salgada suspensas no ar, acelera processos de corrosão em componentes metálicos, além de afetar sistemas mecânicos e elétricos quando a manutenção não é realizada corretamente. Segundo David Peterle, CEO da StreetGo, o litoral oferece condições ideais para o uso dos autopropelidos, mas também exige atenção preventiva. "As cidades litorâneas costumam ter deslocamentos curtos, ciclovias e uma rotina que favorece a mobilidade elétrica. Mas a exposição constante à maresia e à areia exige alguns cuidados simples para preservar a durabilidade e o desempenho do equipamento", afirma. Os principais cuidados para quem usa autopropelidos no litoral Evite contato com água do mar e areia molhada Embora muitos autopropelidos sejam projetados para suportar respingos e condições climáticas variadas, eles não foram feitos para circular dentro da água ou sobre areia molhada. A água salgada é altamente corrosiva e pode acelerar o desgaste de componentes metálicos, como parafusos, freios, correntes e rolamentos. Além disso, partículas de sal podem penetrar em conexões elétricas, sensores e pontos de contato da bateria, comprometendo o desempenho do equipamento ao longo do tempo. Por isso, o ideal é utilizar ciclovias, calçadões e vias pavimentadas da orla, evitando trafegar diretamente na faixa de areia ou em áreas alagadas. Faça limpeza após passeios na orla Muitas pessoas acreditam que apenas o contato direto com a água do mar causa danos, mas a maresia também representa um risco. O sal presente no ar se deposita continuamente sobre a estrutura do equipamento, formando uma camada quase imperceptível que acelera a corrosão. Após passeios frequentes próximos ao mar, recomenda-se fazer uma limpeza simples com pano úmido ou água doce, removendo resíduos de sal, poeira e areia antes que eles se acumulem. Esse cuidado ajuda a preservar tanto a parte estética quanto os componentes mecânicos e elétricos. Seque completamente antes de guardar Depois da limpeza ou de trajetos realizados em dias chuvosos e úmidos, é importante não guardar o autopropelido molhado. A umidade retida em parafusos, freios, corrente e conexões pode acelerar a oxidação e reduzir a vida útil de peças importantes. O ideal é utilizar um pano seco para remover a água e deixar o equipamento arejado por alguns minutos antes de armazená-lo, especialmente em regiões litorâneas, onde a umidade do ar já é naturalmente mais elevada. Mantenha a lubrificação em dia A combinação de maresia, vento e areia cria um ambiente mais agressivo para componentes móveis. Corrente, câmbios, rolamentos e demais partes mecânicas trabalham sob maior desgaste e podem perder eficiência se não forem lubrificados regularmente. Além de garantir um funcionamento mais suave, a lubrificação cria uma barreira protetora contra a ação da umidade e do sal. Em regiões costeiras, a recomendação é realizar esse procedimento com maior frequência do que em cidades do interior. Atenção ao armazenamento Mesmo quando não está sendo utilizado, o equipamento continua exposto aos efeitos da maresia. Deixar o autopropelido permanentemente em varandas abertas, garagens descobertas ou áreas próximas ao mar pode acelerar processos de corrosão sem que o proprietário perceba. Sempre que possível, o armazenamento deve ser feito em locais cobertos, ventilados e protegidos da ação direta do vento marítimo. Esse cuidado simples ajuda a preservar componentes metálicos, acabamentos e sistemas elétricos. Faça revisões periódicas Em cidades litorâneas, a manutenção preventiva é ainda mais importante do que em outras regiões. Pequenos sinais de corrosão ou desgaste podem evoluir rapidamente quando expostos à maresia constante. Por isso, é recomendável realizar inspeções periódicas em freios, pneus, parafusos, conexões elétricas, iluminação e bateria. Além de aumentar a durabilidade do equipamento, as revisões garantem mais segurança para quem utiliza o autopropelido diariamente como meio de transporte.