O metrô vive momentos de tensão. Nos últimos 30 dias aconteceram três incidentes graves no transporte coletivo de São Paulo com grande repercussão. No último dia 15, uma mulher foi agredida por um homem na estação Parada Inglesa, da linha 1-azul, e teve seu maxilar quebrado.

No dia 1º, um homem foi detido após quebrar os vidros de um vagão na estação Paraíso. Dois dias antes, houve um tiroteio na entrada da estação São Bento pela rua Boa Vista. Três suspeitos tentaram assaltar um policial civil de folga e houve troca de tiros. Usuários do metrô corriam desesperados pelos corredores. Houve seis feridos. Os dois casos aconteceram na mesma linha 1-azul.

Não é sempre que acontece isso no metrô. De modo geral, ele costuma ser um transporte seguro e bem vigiado. Mas os fatos recentes, concentrados num prazo curto, acenderam um sinal de alerta para situações que estão fora do radar do sistema de segurança.

"O metrô transporta 3,1 milhões de pessoas diariamente e muita coisa pode acontecer. Por isso, mantemos uma vigilância permanente", diz o chefe do departamento de Segurança do Metrô, coronel Eduardo Agrella. "Mas esses fatos foram episódicos e impossíveis de antecipar." O tiroteio, por exemplo, afirma o coronel, começou na parte externa da estação.