A rivalidade histórica entre a Google e a Apple continua a dar excelentes frutos e, no final do dia, são os utilizadores que saem a ganhar. Como é habitual sempre que Google e Apple apresentam novos sistemas operativos, há novas funcionalidades inspiradas na concorrência. Se o iOS 27 parece ter ido buscar ferramentas de IA ao Android, agora o Android 17 apresenta novidades já conhecidas dos utilizadores do iPhone.A tecnológica norte-americana explicou que o grande objectivo desta versão não é impressionar com números ou características técnicas. A prioridade foi resolver os pequenos problemas do quotidiano. Patrick Shehane, um dos directores de engenharia da Google, sublinhou que a empresa quis oferecer “um conjunto de actualizações invisíveis, mas profundamente eficazes, que devolvem o controlo do tempo e da privacidade às pessoas”.Entre as muitas optimizações e ferramentas incluídas na nova versão do sistema operativo para smartphones mais usado no mundo, seleccionámos cinco ferramentas práticas inspiradas no ecossistema da Apple.Trabalho contínuo sem perder o fio à meadaA primeira grande novidade chama-se “Continue On” e funciona de forma idêntica à continuidade que os donos de iPhones e Macs já usam há anos. Imagine que está a ler um relatório extenso ou a editar uma imagem no telemóvel enquanto caminha para o escritório. Ao sentar-se à secretária, basta aproximar o telemóvel do tablet ou de outro dispositivo Android. O ecrã maior apresenta de imediato uma sugestão discreta. Com um único toque, a mesma aplicação abre no ponto exacto onde tinha ficado no bolso, poupando a chatice de enviar hiperligações por correio electrónico para si próprio.O cofre digital para os mais curiososA privacidade ganhou uma barreira mais robusta através do bloqueio nativo de aplicações. A partir de agora, qualquer pessoa pode ocultar ou trancar os programas mais sensíveis, como o acesso ao banco ou as conversas privadas. Para abrir estas ferramentas, o sistema exige a leitura da impressão digital ou o reconhecimento do rosto. É uma óptima notícia para quem costuma emprestar o telemóvel aos filhos ou aos amigos, eliminando a necessidade de instalar aplicações de segurança de terceiros, que costumam estar cheias de publicidade e lentidão.O acesso a esta protecção é simples de configurar. O utilizador deve entrar nas “Definições”, clicar na opção “Segurança e Privacidade” e activar o chamado “Espaço Privado”, onde pode escolher que ícones deseja esconder do ecrã principal.Um termómetro para a saúde da bateriaA terceira função resolve uma das maiores angústias dos utilizadores modernos e adopta o famoso menu de integridade da Apple. O Android 17 passa a mostrar a percentagem exacta de desgaste do componente de energia e o número total de ciclos de carga efectuados. Além disso, os utilizadores podem activar um limite inteligente que interrompe o carregamento nos 80 por cento. Esta gestão activa evita que a bateria sofra um desgaste prematuro durante a noite. É um detalhe simples, mas com um impacto gigante na carteira e na longevidade do próprio aparelho.Esta ferramenta encontra-se facilmente no menu do sistema. Abra as “Definições”, carregue na secção “Bateria” para aceder às novas opções.O telemóvel que vira relógio de cabeceiraO ecrã preto quando o telemóvel está a carregar é agora coisa do passado. Inspirada no Modo de Espera da Apple, a Google introduziu uma interface de baixo consumo que se activa sempre que o dispositivo é colocado na horizontal ligado à corrente. O painel transforma-se num assistente doméstico elegante, exibindo relógios personalizáveis, as principais notas da agenda e os controlos de música com letras grandes. É ideal para colocar na mesa-de-cabeceira ou na mesa de trabalho, permitindo ver as horas ou saltar de canção à distância sem ter de pegar no aparelho.Janelas que flutuam ao gosto do utilizadorPor fim, a produtividade ganhou flexibilidade com as novas “App Bubbles”. Esta função permite que qualquer aplicação aberta seja reduzida a uma pequena janela flutuante, que fica sobreposta ao ecrã principal. O mecanismo lembra bastante o sistema de multitarefa que a Apple desenhou para os seus ecrãs portáteis. Torna-se assim muito simples consultar as indicações de um mapa ou verificar um código de confirmação enquanto se escreve uma mensagem, mantendo tudo o que é importante à distância de um olhar rápido.O truque é muito simples de executar no dia-a-dia. Pressione continuamente o ícone de qualquer aplicação no ecrã inicial ou no menu geral e escolha a opção “Balão” para encolher a janela no menu flutuante que surge de imediato.O calendário de chegada ao seu bolsoA distribuição do Android 17 está a ser feita de forma faseada. Os primeiros felizes contemplados são os proprietários dos dispositivos da própria marca norte-americana. Toda a família Pixel, desde o modelo Pixel 6 até ao recente Pixel 10, já tem a actualização oficial pronta para descarregar por via digital.Para as marcas mais populares no mercado português, o cenário exige apenas um pouco mais de paciência. A Samsung já iniciou os testes da sua interface One UI 9.0, baseada neste novo Android. A expectativa é que os modelos de gama alta, como as famílias Galaxy S26 e Galaxy S25, comecem a receber a versão final e estável entre Julho e Outubro deste ano.A Xiaomi seguiu uma estratégia idêntica com a plataforma HyperOS 4. A gigante chinesa planeia lançar a actualização para os seus dispositivos principais, incluindo a nova linha Xiaomi 17 e o anterior Xiaomi 15, antes do encerramento de Dezembro. Os restantes modelos de gama média de ambas as marcas deverão receber a novidade de forma progressiva durante os primeiros meses do próximo ano.
As cinco funções do iPhone que chegaram com o Android 17
A Google já lançou a mais recente actualização do seu sistema operativo. Descubra as novidades práticas que aproximam os dois rivais e saiba quando o sistema chega ao seu telemóvel.
Android 17 integra 5 features iOS (continuidade, privacidade, battery health, standby, multitasking). Pixel já; Samsung/Xiaomi até dezembro. Convergência reduz diferenciação de UX, forçando IT managers a repensar BYOD, segurança de apps e device cycles.













