Os exibidores norte-americanos, e naturalmente a Walt Disney Corp. e a Pixar estão em festa esta segunda-feira com os números feitos por Toy Story 5 no seu fim-de-semana de estreia: globalmente rendeu 272,5 milhões de euros, dando a possibilidade aos responsáveis supracitados e à imprensa especializada escrever que “isto sinaliza ainda mais o que poderá ser um Verão excepcional para os cinemas”, como postula o Los Angeles Times. Em Portugal, Woody e Buzz também arrastaram multidões às salas.Numa história sobre a tecnologia e os brinquedos, o digital e o analógico, que nem toda a crítica recebeu com alegria, Toy Story 5 mostrou ao mundo que 30 anos depois do primeiro filme ainda apela ao público jovem, mas também aos mais velhos que cresceram com estas aventuras.“Tecnologia vs. brinquedos é um conceito muito fácil de compreender para as famílias e para os pais. Todas as famílias passam por isto de alguma maneira”, disse Andrew Cripps, responsável pela distribuição cinematográfica dos estúdios Walt Disney, que está a ter um ano particularmente bom e que preside agora a um franchise com vida própria, que tem presença nos cinemas, nos parques temáticos de diversões da Disney e no afecto do público. Foi também a melhor estreia de um filme Toy Story, mas há que ter em conta a inflação e a subida dos preços dos bilhetes para avaliar estes valores com alguma perspectiva.Também em Portugal este foi “o” filme do fim-de-semana, entrando directamente para o primeiro lugar dos mais vistos desde a estreia, dia 18, e com 63.591 espectadores, o que corresponde a uma receita bruta de 450 mil euros. Não foi, porém, a melhor estreia do ano até agora. Tal honra coube O Diabo Veste Prada 2, com retumbantes 108.906 espectadores, e em segundo lugar o thriller A Criada, com 76.470 pessoas nos primeiros dias de exibição, segundo dados do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA).Desde a pandemia que a exibição cinematográfica, que em Portugal atravessa uma crise marcada pelo fecho de dezenas de salas em multiplex/centros comerciais, se debate com o segredo para o seu próprio sucesso e procura o elixir da vida eterna. Se o efeito covid-19, mudanças de hábito de visionamento e depois a dupla greve de argumentistas e actores paralisaram Hollywood de medo ou literalmente, o lema a certa altura era “Survive till 2025” (sobreviver até 2025, brincando com a rima em inglês). Porém, 2025 não foi o final feliz para a crise que todos procuravam e então, claro, a indústria arranjou novo lema: "Fix it in 2026” (a rima não funciona tão bem).E este ano, além de sucessos como O Diabo Veste Prada 2 e os filmes de terror como Obssession e Backrooms que apanharam mais ou menos de surpresa o sector, o Verão vai ver estreias tão díspares, mas com bom potencial de público, como Mínimos & Monstros (1 de Julho), a versão de acção real de Vaiana (9 de Julho) ou A Odisseia, de Christopher Nolan (16 de Julho), Spider-Man: Um Novo Dia (29 de Julho). Acelerando o passo para Dezembro, o outro período mágico do ano nos cinemas, Dun – Dune Parte III e Vingadores: Doomsday voltam para tentar resgatar o sucesso passado. Angry Birds 3 e Jumanji: Mundo Aberto também.