Documento preliminar conclui que vento lateral e condições da pista estavam dentro dos limites operacionais durante a tentativa de decolagem; causas do incidente ainda são investigadas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Avião envolvido no incidente sai da pista durante uma decolagem abortada no aeroporto de Split, na Croácia. Relatório preliminar concluiu que o vento e as condições da pista não contribuíram para a ocorrência — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/06/2026 - 07:14 Investigação descarta condições climáticas em incidente com Airbus na Croácia A investigação preliminar do incidente com um Airbus A220-300 da Croatia Airlines, em Split, afirma que o vento lateral e as condições da pista estavam dentro dos limites operacionais durante a decolagem abortada. O relatório, divulgado pela Agência Croata de Investigação de Acidentes, descarta essas condições como causas do desvio de pista ocorrido em 16 de maio. A investigação continua para identificar outras causas potenciais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As condições meteorológicas e o estado da pista não contribuíram para a saída de pista envolvendo um Airbus A220-300 da Croatia Airlines durante uma tentativa de decolagem no aeroporto de Split, na Croácia. A conclusão consta do relatório preliminar divulgado pela Agência Croata para Investigação de Acidentes nos Transportes Aéreo, Marítimo e Ferroviário (AIN), que segue apurando as causas do incidente registrado em 16 de maio. A aeronave, de matrícula 9A-CAN, operava o voo OU412 com destino a Frankfurt quando a tripulação executou uma rejeição de decolagem em alta velocidade. Durante a manobra, o avião desviou para fora da pista, sofreu danos, mas conseguiu parar em segurança. Não houve incêndio, e os passageiros deixaram a aeronave normalmente. Segundo o relatório, os prejuízos materiais foram considerados reparáveis. De acordo com os investigadores, no momento da autorização para a decolagem o vento soprava a 15 nós, com rajadas de até 23 nós, gerando um componente lateral de aproximadamente 13 nós, com picos de 20 nós. Embora os valores não fossem desprezíveis, estavam abaixo do limite máximo certificado de 32 nós para esse modelo de aeronave. “Portanto, o impacto do vento não foi insignificante, mas permaneceu abaixo do limite permitido”, afirma o documento. A agência acrescenta que “a condição da pista era adequada e não poderia ter sido um fator que comprometesse a decolagem”, além de destacar que a visibilidade na área do aeroporto era considerada boa. Investigação continua O relatório também informa que, antes da decolagem, os pilotos monitoraram as condições do vento e solicitaram uma mudança de pista para reduzir o efeito do componente de cauda. Ainda assim, receberam autorização para partir da pista 23. Após a rejeição da decolagem, a aeronave conseguiu alinhar novamente sua trajetória antes de parar. O trem de pouso principal esquerdo terminou sobre uma área de terra, enquanto o trem de pouso dianteiro ficou parcialmente em uma vala rasa ao lado da pista. Os motores foram desligados e, após contato com a torre de controle, confirmou-se que não havia fumaça nem risco de incêndio, dispensando uma evacuação de emergência. Segundo a AIN, o Airbus sofreu danos no motor esquerdo, no trem de pouso dianteiro e nos pneus, além de impactos causados por detritos levantados pelo uso do reverso dos motores durante a frenagem. O motor esquerdo também atingiu sinalizações posicionadas ao lado da pista. A investigação permanece em andamento e, até o momento, as autoridades croatas ainda não identificaram a causa mecânica ou operacional que levou à interrupção da decolagem e à saída de pista. O relatório preliminar apenas conclui que nem o vento nem as condições da pista foram determinantes para o incidente. Avião derrapa durante decolagem e sai parcialmente da pista na Croácia — Foto: Reprodução