Foi só a segunda vez que o Brasil jogou com dois atletas abaixo dos 20 anos numa Copa do Mundo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Rayan e Endrick em sua estreia numa Copa do Mundo — Foto: Fotos de AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/06/2026 - 06:20 Jovens Promessas Rayan e Endrick Brilham em Estreia na Seleção Brasileira Na vitória do Brasil por 3 a 0 sobre o Haiti na Copa do Mundo, Rayan e Endrick fizeram suas aguardadas estreias. Ambos de 19 anos, não marcaram gols, mas agitaram a torcida no Estádio Lincoln Financial Field. Rayan entrou no lugar de Raphinha e quase marcou em um lance com Vini Jr. Endrick substituiu Matheus Cunha e teve um gol anulado por impedimento. A estreia dos jovens jogadores reacendeu o entusiasmo da torcida, que vê neles o futuro da seleção brasileira. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A vitória do Brasil por 3 a 0 sobre o Haiti marcou a estreia de Rayan e de Endrick na Copa do Mundo. Convertidos em xodós da torcida nos últimos meses, eles tinham este primeiro jogo no torneio cercado de expectativa — que acabou não sendo correspondida. Mas, mesmo sem gols, suas entradas mexeram com o público e se converteram num momento à parte no Estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia. O primeiro a entrar foi Rayan, ainda aos 39 minutos de jogo, no lugar de Raphinha. Seus primeiros passos em campo foram acompanhados pelos cantos de "Oi, boa noite" vindo das arquibancadas. Os brasileiros eram maioria no estádio. — Mais uma vez entrei no jogo e cantaram a minha música. Só tenho a agradecer esse carinho que eles têm comigo e com o grupo — comentou o jogador, referindo-se ao funk surgido no período em que ele ainda atuava pelo Vasco. Por ter sido uma substituição forçada, já que Raphinha sentiu dor na coxa direita, Rayan foi pego no susto. Isso ficou evidente em campo. O jogador demorou a aparecer na partida, o que se iria ocorrer mais na reta final do jogo. Não esperava estrear numa Copa do Mundo naquele momento e acabou se sentindo intimidado. De acordo com a plataforma Sofascore, o atacante saiu de campo sem nenhuma finalização e também sem dribles realizados, justamente dois de seus fortes. — Foi um momento muito rápido. O Raphinha foi ali no banco falando que sentiu a coxa. Aqueci muito rápido. Dois, três minutos. Mas entrei muito feliz. Durante cinco minutos ali fiquei um pouco nervoso por causa da estreia. Mas é agradecer à oportunidade que o Mister me deu e seguir a bola para frente — contou Rayan, que por muito pouco não marcou na estreia quando se esticou todo para tentar concluir a bola cruzada por Vini Jr, aos 12 da segunda etapa. Endrick entrou quatro minutos depois. Aos 18 da segunda etapa, ele substituiu Matheus Cunha. Os dois se abraçaram na beira do campo, o atacante de 19 anos ouviu algumas palavras de motivação do companheiro no pé do ouvido e se abaixou na grama, aparentemente para beijar o campo. Ali, a torcida já estava enlouquecida. Antes mesmo do momento em que Endrick entra em campo, o público já estava em polvorosa. Isso porque, minutos antes, foi possível ver o atacante sendo chamado na área de aquecimento e retirando colete do corpo para entrar. "Olê, lê. Olá, lá O Endrick vem aí e o bicho vai pegar", cantaram alguns torcedores. Mesmo com Endrick já em campo, as arquibancadas voltaram a festejar quando o sistema de som do Lincoln Financial Field anunciou seu nome. Dando a entender que acompanhou o clamor dos últimos dias, o locutor tratou de anunciar o centroavante de 19 anos diferente dos demais, aumentando a carga emocional ao citá-lo. Só que a festa para os dois ficou por aí mesmo. Endrick até apareceu na área haitiana, tentou incomodar a marcação e chegou a reclamar por um pênalti não dado. Mas, assim como Rayan, na verdade acabou não sendo decisivo. Teve poucas ações com a bola (apenas oito), sendo que não finalizou uma vez sequer. Por muito pouco, não foi diferente. Aos 32, os dois poderiam ter brilhado juntos. Com o que seria uma assistência de Rayan, Endrick quase fez o seu primeiro gol em Copas. Chegou a balançar as redes. Uma eficiente troca de passes rápida que começou com Casemiro. Endrick chegou a festejar. Correu para a lateral do campo simulando o uso de uma metralhadora com as mãos, seu gesto característico. Só que a comemoração do ex-Lyon não durou muito. Quando ele olhou para trás, viu que o assistente já levantava a bandeira. Por alguns centímetros ficou impedido no lance do gol. Nada que tenha afetado sua felicidade por estrear numa Copa. — Foi um momento muito especial para mim. Mesmo que não tenha sido gol. Pra mim, no fundo, foi o meu gol na minha estreia na Copa, e eu sou muito agradecido por isso — comentou. Um dado curioso é que, ao contrário de Rayan, Endrick não comentou sobre ser o xodó da torcida. Questionado por um jornaista sobre isso, ele ouviu a pergunta e optou por virar as costas sem responder. Após uma semana marcada por forte pressão popular por sua utilização, o atacante fugiu do assunto. O apelo popular de ambos é um misto do bom futebol com o fato de representarem o novo, já que ambos têm apenas 19 anos. Para se ter uma ideia, esta foi apenas a segunda vez que o Brasil usou dois jogadores com menos de 20 anos numa partida de Copa. A primeira foi em 1958, com Pelé e Mazzola diante de País de Gales. Ambos deixaram o Lincoln Financial Field com sorrisos no rosto. Para dois jovens com um longo caminho pela frente, gols, assistências e titularidade podem ficar para depois. O importante era passar pela tensão da estreia. Agora, curtem o gostinho de serem jogadores de Copa do Mundo.
Música na arquibancada, nervosismo e um quase gol: como foram as estreias dos xodós da seleção Rayan e Endrick
Foi só a segunda vez que o Brasil jogou com dois atletas abaixo dos 20 anos numa Copa do Mundo








