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A tentativa de acordo entre o Governo e o Chega sobre as alterações à legislação laboral ficou sinalizada, quarta-feira, no debate quinzenal, quando o primeiro-ministro, Luís Montenegro, declarou, em resposta a André Ventura: “Estou a dizer-lhe que há disponibilidade.” E na quinta-feira, no mesmo hemiciclo da Assembleia da República, no debate na generalidade das alterações às leis laborais, a aproximação entre o Governo do PSD e o partido populista de direita radical parecia explícita. Só não se consumou na votação na generalidade, na sexta-feira, porque o líder do Chega, André Ventura, voltou a mudar de posição e acabou a votar contra. Mas, se as alterações à legislação laboral morreram na votação parlamentar, o facto é que tal só aconteceu porque André Ventura quis matá-las e não por vontade de Luís Montenegro, que tudo tentou para não sair derrotado.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue - nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.
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