Quem costuma filmar as suas viagens ou criar pequenos vídeos para as redes sociais conhece bem o drama: ou se carrega um pesado equipamento profissional, ou se confia a tarefa ao telemóvel, que nem sempre lida bem com os tremeliques das mãos ou com a falta de luz ao fim do dia. A pensar neste público, a DJI actualizou a sua famosa linhagem de câmaras de bolso com o lançamento da DJI Osmo Pocket 4. O conceito mantém-se fiel ao original, mas as pequenas afinações operadas na estrutura e no cérebro do aparelho elevam a experiência a um patamar de funcionalidade e qualidade assinalável.Com pouco mais de 190 gramas, este pequeno cilindro assenta que nem uma luva na palma da mão, cortesia de uma nova textura rugosa que evita escorregadelas trágicas. Mas o verdadeiro espectáculo começa quando se roda o visor táctil de duas polegadas.O ecrã que comanda a acçãoBasta um simples toque com o polegar para girar o ecrã para a horizontal e ver o aparelho ganhar vida quase instantaneamente. Este gesto não serve apenas para ligar a câmara; dita também a orientação do vídeo. Se preferir gravar na vertical para o formato típico do TikTok ou do Instagram, o visor regressa à posição inicial e a câmara faz a tudo sozinha, adaptando a imagem sem que tenha de mudar a forma como segura o dispositivo.Ao rodar o ecrã, revelam-se também dois novos botões físicos que ajudam a controlar o zoom. Trata-se de um detalhe que melhora imenso o manuseamento diário, permitindo aproximar a imagem sem ter de navegar por menus digitais labirínticos. A estabilização, garantida por um minúsculo braço motorizado que segura a lente, continua a ser o grande trunfo. Pode caminhar, correr ou gesticular à vontade: a imagem final flui com a suavidade de uma grande produção cinematográfica.Um realizador invisível no bolsoA grande evolução desta quarta geração reside na forma como o aparelho interage com os motivos. O sistema de focagem e seguimento automático foi refinado de tal modo que o utilizador pode esquecer a técnica e concentrar-se na mensagem. Através de um duplo toque no ecrã sobre um rosto, o dispositivo assume o papel de realizador privado, movendo a lente sozinho para manter a pessoa sempre no centro da acção, mesmo que decida caminhar de um lado para o outro.