A frase“[Dirigindo-se à bancada do Chega:] A desfaçatez de quem votou sempre contra [o aumento dos] dias de férias”Rui Tavares, co-porta-voz do LivreO contextoA reforma laboral do Governo foi discutida na quinta-feira, 18, no Parlamento, e rejeitada entretanto esta sexta-feira. Já em Novembro, quando a proposta ainda estava a ser negociada na Concertação Social, o Governo tinha admitido aumentar para 25 os dias de férias no sector privado. Mas a proposta acabou por ser retirada da mesa por falta de acordo com a UGT, segundo o executivo.Além da descida da idade da reforma, o Chega tornou então o aumento dos dias de férias numa das bandeiras do partido na negociação do pacote laboral. No debate de quinta-feira, ainda sem qualquer acordo conhecido entre Chega e PSD, o partido do Governo deu o diploma como aprovado e André Ventura falou em vitória.Mas depois de um requerimento do Chega para adiar a votação, o pacote laboral acabou mesmo por ser chumbado esta sexta-feira com os votos contra de toda a esquerda e do partido populista radical.Rui Tavares afirmou, na quinta-feira, que a proposta apresentada pelo Chega mostrava “desfaçatez”, já que, até ali, tinham sempre votado contra o aumento dos dias de férias.