A mulher de 48 anos detida na manhã de quinta-feira pela suspeita de matar a enteada de 8 anos vai ficar em prisão preventiva, depois de ouvida no Tribunal de Vila Pouca de Aguiar, segundo a advogada de defesa.A mulher foi detida na quinta-feira depois de, durante a madrugada, ter confessado o crime e ter indicado aos polícias o local onde deixou o corpo da menina de 8 anos, estando indiciada pelos crimes de homicídio qualificado. Em comunicado, o tribunal esclareceu que entende que, "por ora, não se encontram suficientemente indiciados factos susceptíveis de integrar a prática do crime de profanação de cadáver imputado pelo Ministério Público, sem prejuízo do que possa resultar do ulterior desenvolvimento da investigação".A família vive em Celeirós, concelho de Valpaços, e o crime terá ocorrido na serra da Padrela, já no município vizinho de Vila Pouca de Aguiar.Por causa da localização do crime, a mulher foi presente a um juiz no Tribunal de Vila Pouca de Aguiar que lhe aplicou a medida de coacção mais grave, a prisão preventiva.No final, a advogada de defesa da arguida, Mónica Teixeira, confirmou a aplicação da prisão preventiva, referindo que "já se estava à espera" e que a suspeita prestou declarações perante o juiz e que vai ser, agora, pedida uma perícia psiquiátrica.O director da Polícia Judiciária de Vila Real disse na quinta-feira que o homicídio da menina terá sido premeditado e ocorrido num contexto de desavenças entre a mulher e o pai da criança. A família vive em Celeirós, concelho de Valpaços, e o crime terá ocorrido na serra da Padrela, já no município vizinho de Vila Pouca de Aguiar.David Martins explicou que há indícios de que a menina terá sido asfixiada pela madrasta, no entanto advertiu que as causas da morte terão de ser confirmadas pela autópsia ao cadáver."Tudo indica que será uma questão de vingança", salientou referindo que o casal estava junto há cerca de cinco anos, com várias separações pelo meio. Disse ainda que terá havido premeditação, que o crime terá acontecido num contexto de desavenças entre a mulher e o companheiro, e que a situação que terá levado a este desfecho poderá ter acontecido no domingo, aquando da visita de um filho da suspeita, que se encontra institucionalizado por mau comportamento em Bragança.Acrescentou que, na casa da família, o rapaz terá empurrado a mãe, o padrasto interveio, mas a mulher não terá gostado desta atitude do homem.Na quarta-feira, segundo o director da PJ de Vila Real, a menina apanhou o autocarro para ir para a escola em Carrazedo de Montenegro, onde não chegou a entrar porque a madrasta a foi buscar, levando-a posteriormente para a serra onde terá concretizado o crime.Junto ao corpo da menina foi encontrada a mochila que levava para a escola. A investigação da PJ começou depois de o pai da menina ter apresentado queixa no posto da GNR de Carrazedo de Montenegro ao final da tarde de quarta-feira, quando percebeu que a criança não regressou da escola como habitualmente às 18h00.No decorrer da investigação, os polícias foram já localizar a madrasta na zona de Macedo de Cavaleiros, de onde é originária. "Acabou por confessar que foi a autora do crime e depois foi localizado o cadáver, o que demorou algumas horas porque nos indicou vários locais", referiu David Martins, concretizando que foi, depois, pelas 5h00, que indicou o local exacto na serra da Padrela.