Antonio Tajani cancelou a viagem após Trump afirmar que a primeira-ministra italiana teria 'suplicado' por uma foto durante a cúpula do G7; Meloni classificou a declaração como 'totalmente inventada' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, conversa com jornalistas na sede da UE em Bruxelas, em 29 de janeiro de 2026 — Foto: SIMON WOHLFAHRT / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/06/2026 - 12:39 Chanceler italiano cancela visita aos EUA após declarações de Trump O chanceler italiano Antonio Tajani cancelou sua visita aos EUA após declarações de Donald Trump, que alegou que a primeira-ministra Giorgia Meloni teria "suplicado" por uma foto com ele no G7. Meloni negou e classificou as afirmações como "totalmente inventadas". A situação reflete tensões entre os aliados, com Meloni criticando a postura de Trump em relação aos adversários dos EUA. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro italiano das Relações Exteriores, Antonio Tajani, anunciou nesta sexta-feira, na rede X, que cancelou sua visita aos Estados Unidos, prevista para os dias 21 e 22 de junho, após as "declarações graves e ofensivas" do presidente americano, Donald Trump, contra a primeira-ministra Giorgia Meloni. Em uma entrevista por telefone concedida à emissora de televisão italiana La7, Trump afirmou que Meloni havia "suplicado" para tirar uma foto com ele durante a cúpula do G7 na França, segundo a transcrição da conversa publicada pela emissora, que não divulgou a gravação de áudio original. Em resposta a essa publicação, Giorgia Meloni divulgou nesta sexta-feira, no X, um vídeo no qual se declarou "consternada" com as declarações "totalmente inventadas" de Trump. — Não entendo por que o presidente dos EUA se comporta assim com seus próprios aliados; não é, aliás, a primeira vez — declarou. — Só posso lamentar que ele não demonstre a mesma determinação em relação aos inimigos do Ocidente, aos inimigos dos EUA, a dirigentes com os quais, ao contrário, mostra-se muito mais conciliador — acrescentou. Em abril, Trump já havia criticado Meloni por recusar envolver o seu país na guerra no Irã, e disse então que havia ficado "surpreso" e decepcionado com sua falta de "coragem". Meloni, eleita em outubro de 2022 à frente de um governo de coalizão ultraconservador, vinha sendo até então uma das aliadas mais próximas de Trump no Velho Continente, esforçando-se frequentemente para desempenhar um papel de mediadora entre as posições divergentes dos EUA e da Europa.