O presidente da FIFA, Gianni Infantino, tem viajado de jacto privado para assistir a dois jogos do Mundial por dia.Fontes da FIFA confirmaram ao jornal The Guardian que Infantino “tentará assistir a dois jogos por dia com a maior frequência possível”, apesar das enormes distâncias entre os estádios onde decorrem as partidas nos Estados Unidos, Canadá e México. O diário britânico recorda que o dirigente conseguiu estar presente em quase todos os 64 jogos do Mundial de 2022, no Qatar, onde a maior distância entre estádios era de 74 quilómetros.Nas contas do Guardian, Infantino percorrerá distâncias muito maiores do que qualquer outra pessoa envolvida no torneio, que conta com 48 selecções a disputarem um total de 104 jogos, em 16 cidades de três países. Na semana passada, após assistir ao jogo de abertura do torneio, na Cidade do México, Infantino voou para Guadalajara para assistir à vitória da Coreia do Sul frente à Chéquia. No dia seguinte, relata o jornal britânico, estava em Los Angeles para a vitória dos EUA por 4-1 sobre o Paraguai. No sábado, esteve no jogo entre o Qatar e a Suíça, em São Francisco, na Califórnia, e entre a Austrália e a Turquia, em Vancouver, no Canadá.
Entre as selecções, a Bósnia-Herzegovina, que estabeleceu o seu campo de treinos em Salt Lake City, no Utah, tem o calendário mais exigente durante a fase de grupos, com jogos em Toronto, Los Angeles e Seattle. Mas a equipa do Irão também não se pode dizer descansada, depois de ter visto recusada a sua permanência em solo norte-americano antes e depois dos jogos. Os iranianos “montaram acampamento” em Tijuana, no México, sendo que têm jogos em Inglewood, na Califórnia (depois da Nova Zelândia, segue-se a Bélgica, no domingo), e em Seattle, Washington.O jacto privado de Infantino, disponibilizado pela Qatar Airways, faz parte do acordo de patrocínio com a FIFA.Pegada sem precedentesNo início do torneio, a associação ambientalista Zero tinha alertado para a “pegada sem precedentes” e o “enorme impacto ambiental” do maior Mundial de futebol de sempre, considerando que a competição é um exemplo das dificuldades em compatibilizar a “crescente dimensão dos megaeventos internacionais com os objectivos globais de sustentabilidade e de combate às alterações climáticas”.O think tank New Weather Institute já classificara este Mundial como o “evento mais poluente de sempre”. As estimativas apontam para emissões totais entre cerca de oito e nove milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente — “um valor que se aproxima de um quinto do valor anual das emissões de Portugal”, segundo a Zero. As viagens aéreas são responsáveis por cerca de 7,7 milhões de toneladas dessa estimativa de carbono, relata o Guardian, mais do quádruplo da média dos Mundiais realizados entre 2010 e 2022.









