Desta vez, a Suíça não se deixou apanhar nos últimos minutos. Depois de ter cedido um empate inesperado frente ao Qatar, os suíços recuperaram a tranquilidade no Grupo B do Mundial ao baterem a Bósnia e Herzegovina por 4-1 em Inglewood, na Califórnia. Já os balcânicos, que tinham segurado um ponto na primeira jornada com um golo nos momentos finais com o Canadá, não tiveram argumentos para evitar esta derrota. Ainda marcaram um golo na compensação, mas sofreram outro logo a seguir – a continuidade no Mundial está em risco.O confronto de dois “empatas” na primeira jornada exigia algum risco para não deixarem tudo por fazer na última jornada do agrupamento. Os suíços assumiram esse risco inicial e aproximaram-se múltiplas vezes da área bósnia, sem perigo de nível elevado – remates de Ndoye (9’) e Freuler (23’) não fizeram suar muito o guarda-redes Nikola Vasilj. Era claro que a Bósnia estava alia para defender com 11 – tinha uma linha de cinco na defesa, com o benfiquista Dedic na ireita, mas até o veterano ponta-de-lança Edin Dzeko participava neste esforço.Depois de meia-hora à espreita, a selecção dos Balcãs finalmente experimentou o conceito de atacar e, de imediato, criou perigo como ainda não se tinha visto no SoFi Stadium em Inglewood. Aos 32’, movimento de passa e corta, com Dzeko a ficar junto ao flanco, a tirar com grande calma um suíço do caminho e a meter ao segundo poste, onde Tahirovic, em boa posição, falhou completamente o remate. Cavalgando nas suas intenções ofensivas, os bósnios ainda tiveram mais duas aproximações à área suíça, mas não deram grande trabalho a Koppel.Na segunda parte, a Bósnia voltou a remeter-se à sua área e a Suíça tomou isso como um convita para atacar. Sempre com Xhaka a comandar e Ndoye a tentar ser ele o herói. Foi o homem do Nottingham Forest a criar o primeiro grande momento da segunda parte, ao “inventar” uma bicicleta para responder a uma bola bombeada para a área a que Vasilj respondeu com uma enorme defesa – foi um remate espectacular que, se tivesse entrado, não seria golo porque Ndoye estava em fora-de-jogo.Sensivelmente a meio da segunda parte, a Bósnia voltou a meter a cabeça de fora. Sergei Barbarez refrescou o ataque – Dzeko foi um dos sacrificados – e os bósnios passaram a ter mais chegada à área. Numa dessas chegadas, aos 68’, Dedic arriscou num remate de fora da área e Kobel teve de se aplicar.Também Murat Yakin mexeu no “onze” suíço a 20 minutos do fim e seria uma dessas mudanças a mudar o curso do jogo. Apenas três minutos depois de ter entrado, Johan Manzambi, jovem médio do Friburgo, aproveitou um ressalto na área bósnia e aplicou um remate indefensável para Vasilj. Estava desbloqueado o jogo e a Suíça já não iria perder o controlo.Aos 80’, Manzambi lançou Embolo em corrida e, mesmo à entrada da área, foi derrubado pelo central Muharemovic. João Pinheiro não teve dúvidas e nem precisou de ir ver as imagens – sacou o cartão vermelho do bolso e mostrou ao jogador da Bósnia. Em superioridade numérica, a Suíça dificilmente se iria deixar apanhar neste segundo jogo (como acontecera frente ao Qatar) e ainda carregou mais no marcador.Aos 84’, Manzambi recebeu na cabeça da área, distribuiu para Rúben Vargas na esquerda e ele não falhou o 2-0. E, em cima dos 90’, voltou a ser Manzambi a fazer o 3-0 numa concretização fácil em zona frontal. Dois golos e uma assistência em 20 minutos – maior impacto que isto, impossível para o jovem médio. Não pode voltar a ficar no banco.Três minutos para lá dos 90’, Emir Mahmic, jovem médio do Slovan Liberec, deu na bola de forma perfeita após uma defesa deficiente de Kobel e fez o 3-1. Rapidamente a Suíça repôs as diferenças no marcador, com um penálti bem assinalado por João Pinheiro e bem convertido em golo por Xhaqa.
A Suíça recuperou tranquilidade e a Bósnia ficou aflita
Suíços chegam aos quatro pontos no Grupo B após um triunfo por 4-1 frente aos balcânicos, que acabaram o jogo a jogar com dez. Foi a estreia de João Pinheiro no Mundial.










