Entre as mudanças, desenvolvedores de aplicativos que funcionam no sistema da Apple poderão oferecer esses produtos em lojas virtuais alternativas à da própria Apple Desenvolvedores de aplicativos que funcionam no sistema da Apple poderão oferecer esses produtos em lojas virtuais alternativas à da própria Apple. A companhia também vai autorizar pagamentos de bens e serviços digitais dentro dos aplicativos, fora do sistema de compras da Apple. A mudança, que passa a valer hoje, atende o acordo firmado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 2025 no âmbito de um processo que investigava práticas anticompetitivas por parte da empresa. Em cumprimento ao acordo, os desenvolvedores terão a opção de distribuir no Brasil aplicativos para iOS, o sistema operacional da Apple, usando lojas alternativas à App Store. Essas lojas precisarão, no entanto, da autorização da Apple para oferecer os aplicativos. De acordo com a empresa, os aplicativos que não são baixados da App Store não terão a mesma proteção que ela oferece por meio da sua loja. Contudo, a companhia vai realizar uma revisão básica chamada "autenticação" para mitigar riscos, como de malware (softwares maliciosos). A revisão será aplicada a todos os aplicativos para iOS e se concentrará tanto nas funcionalidades principais quanto na proteção dos usuários contra ameaças graves. Entretanto, a Apple destaca que a autenticação não é tão abrangente quanto a análise de aplicativos que é aplicada a todos os produtos da App Store. A empresa afirma que a App Store incorpora, por exemplo, recursos que protegem os usuários contra fraudes e golpes e permitem que pais ajudem a garantir que crianças tenham experiências adequadas à sua idade. Ainda como parte do acordo firmado com o Cade, a Apple vai fornecer aos desenvolvedores ferramentas para oferecer aos usuários novas maneiras de comprar bens e serviços digitais. No caso de aplicativos para iOS distribuídos pela App Store no Brasil, os desenvolvedores poderão incluir métodos de pagamento alternativos e links para um site para que os usuários concluam suas transações. A empresa destaca que os usuários que optarem pelo sistema de compras da Apple continuarão tendo as medidas de proteção e ferramentas atuais, como ajuda para solicitar reembolsos. No caso de compras por meio de pagamentos fora do sistema de compras da empresa, a Apple não poderá realizar reembolsos e terá menor possibilidade de auxiliar clientes com problemas, golpes ou fraudes. Outra queixa levada ao Cade que a empresa tentou endereçar é sobre a cobrança pela Apple Store quando os apps têm algum retorno financeiro - como jogos que vendem itens. Apesar de mudar as condições comerciais para desenvolvedores de aplicativos para iOS no Brasil, a empresa vai continuar cobrando comissões apenas sobre a venda de bens e serviços digitais. Neste caso, segundo a empresa, o pagamento será igual ou inferior ao que é cobrado hoje. Já os desenvolvedores que não vendem bens e serviços digitais continuarão isentos de comissões ou taxas. Apple — Foto: Divulgação/Apple
Apple anuncia mudanças no iOS no Brasil para atender acordo com Cade
Entre as mudanças, desenvolvedores de aplicativos que funcionam no sistema da Apple poderão oferecer esses produtos em lojas virtuais alternativas à da própria Apple











