A arcebispa de Canterbury, Sarah Mullally, pediu desculpas nesta quinta-feira (18) pelo papel da Igreja Anglicana na separação forçada de 185 mil crianças de suas mães solteiras e na entrega dessas crianças para adoção na Inglaterra nas décadas após a Segunda Guerra Mundial.
Naquela época, as igrejas cristãs e o Estado britânico criaram um sistema no qual mulheres jovens com filhos fora do casamento eram humilhadas e coagidas a entregar seus bebês para cumprir o que consideravam serem as normas sociais vigentes.
O papel da Igreja nessa prática se deu por meio dos chamados "lares para mães e bebês", para onde mulheres solteiras eram enviadas, muitas vezes contra sua vontade, durante a gravidez ou após o parto, e separadas de seus bebês —semelhante a um programa administrado na Irlanda pela Igreja Católica.
"Lamentamos profundamente a dor, o trauma e o estigma vividos —e ainda carregados— por muitas pessoas devido às práticas históricas de adoção em lares afiliados à Igreja da Inglaterra", disse Mullally, segundo comunicado.
Espera-se também que o governo peça desculpas em nome do Estado por essa prática. Outros países, incluindo a Irlanda e a Austrália, emitiram pedidos de desculpas semelhantes nos últimos anos.







