O presidente da França, Emmanuel Macron, voltou a mobilizar o peso simbólico do Palácio de Versalhes como ferramenta política e diplomática ao receber, nesta quarta-feira (17), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em um cenário carregado de luxo e história, o jantar marcou as celebrações dos 250 anos da independência americana, mas também se inseriu na estratégia do chefe de Estado francês de usar o antigo palácio real para impressionar aliados, cultivar relações e influenciar negociações internacionais.

"Isto não é um jantar de gala, nem nada do gênero. É um jantar para celebrar o 250º aniversário da independência americana, porque a França desempenhou um papel nesse processo", justificou Macron em entrevista ao canal TF1, pouco antes da abertura da cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na região da Alta Sabóia.

Os dois líderes chegaram a Versalhes após o encontro do G7, realizado desde segunda (15), e que acontece em um contexto de tensões diplomáticas e temas sensíveis na agenda internacional. Para Paris, o jantar oferece uma oportunidade de prolongar o diálogo e, ao mesmo tempo, garantir a presença do presidente americano até o fim das discussões.

Um protocolo detalhado