Instrumento autografado pelo Rei do Futebol terá lance inicial de R$ 65 mil 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pelé com o violão Del Vecchio Timbre Vox no colo, na companhia de Garrincha batucando na caixinha de fósforo — Foto: Lemyr Martins / Agência RBS RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 14:41 Violão autografado por Pelé em 1966 será leiloado por R$ 65 mil O violão autografado por Pelé, utilizado durante a concentração da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 1966, será leiloado novamente com lance inicial de R$ 65 mil. O instrumento, um Del Vecchio Timbre Vox dos anos 1950, foi emprestado por Angelica Teixeira Soares, uma musicista paraense, a um jornalista que cobria a concentração. Pelé, apaixonado por música, se encantou com o violão e o autografou. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O violão usado por Pelé na concentração da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 1966 será colocado à venda num leilão on-line, mais uma vez, na próxima segunda-feira (22). O lance inicial é de R$ 65 mil. O leilão é organizado pela Msinai Objetos de Arte. Violão usado por Pelé em 1966 está com o neto de Angelica — Foto: Marina Calderon / Agência O Globo O Del Vecchio do Rei O GLOBO contou esta história em matéria publicada no dia 21 de maio deste ano. Este Del Vecchio Timbre Vox dos anos 1950 caiu nas mãos do Rei do Futebol quando a seleção brasileira comandada pelo técnico Feola se preparava para o Mundial de 1966, na Inglaterra. A equipe canarinha se concentrou em Caxambu, Minas Gerais. Um dos jornalistas que foi cobrir a concentração levou consigo o violão e Pelé, um apaixonado por música desde sempre, catou o instrumento para si. Em fotos históricas daqueles dias, o jogador lendário aparece em rodas descontraídas com o Del Vecchio em mãos — na que ilustra esta página, em preto e branco, é acompanhado pelo batuque de Garrincha numa caixinha de fósforos. O violão também não era daquele repórter, mas sim de Angelica Teixeira Soares, jovem da elite paraense e dedicada estudante de música que tocava em saraus e em reuniões de seu grupo de violonistas. Angelica foi morar no Rio de Janeiro com o marido, o médico Carlos Roberto Barreto Pinheiro. Quando o jornalista passou pelo Rio antes de ir para Caxambu, visitou o casal de amigos e pediu o violão emprestado. — Ele implorou para minha avó emprestar. Ela relutou, mas acabou emprestando — disse ao GLOBO o jornalista Felipe Pinheiro Mirabelli, 42 anos, o neto de Angelica que vai colocar o instrumento num leilão on-line. — Quando Pelé viu, ficou apaixonado pelo violão. E quis ficar com ele. Mas o jornalista não deixou, tinha que devolver para minha avó. Pelé, então, resolveu assinar o violão, riscando o tampo com chave. Assinou “Edson Pelé”, era assinatura mesmo, porque em autógrafos ele só escrevia “Pelé”. Quando recebeu de volta e viu o violão, um presente dos seus pais, daquele jeito, minha avó ficou emputecida da vida. Ela era casca grossa (risos). Pelé riscou o instrumento à chave e a dona não gostou: 'Ficou emputecida', diz neto — Foto: Marina Calderon / Agência O Globo Tarraxas do velho Del Vecchio são originais, diz especialista — Foto: Marina Calderon / Agência O Globo